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SUPERLOTAÇÃO

Emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, registra 570% de ocupação

Destinada a casos mais graves, a Sala Vermelha opera com 100% da capacidade

Taís Forgearini
Publicado em: 11/03/2026 às 17h:11 Última atualização: 11/03/2026 às 18h:30
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A emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), em Canoas, atingiu 570% de ocupação nesta quarta-feira (11). Destinada a casos mais graves, a Sala Vermelha opera com 100% da capacidade.

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Destinada a casos mais graves, a Sala Vermelha opera com 100% da capacidade

Foto: Paulo Pires/GES

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Segundo a secretária municipal de Saúde, Ana Boll, a alta demanda registrada nas últimas semanas reflete o aumento de casos de acidentes e doenças cardíacas.

“Existe uma alta procura pelos serviços de traumatologia, seguida pelo atendimento de pacientes com sintomas de infarto e AVC [Acidente Vascular Cerebral], por exemplo”, explica a titular da pasta.

Na última terça-feira (10), o hospital registrou 55 pacientes para os dez leitos da emergência.

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“A superlotação não ocorre somente devido ao crescimento de acidentes e casos de doenças relacionadas ao coração. Há também a procura de pacientes de menor complexidade, ou seja, pessoas que poderiam ser atendidas em UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] e UBSs [Unidades Básica de Saúde]”, aponta.

Para reduzir o cenário de superlotação, as cirurgias eletivas estão suspensas desde a terça-feira. Conforme Ana, os procedimentos eletivos devem ser retomados até esta sexta-feira (13).

“É uma medida para que mais leitos estejam disponíveis. Estamos utilizando macas, camas e poltronas extras para acomodar quem precisa de atendimento. Sabemos que não é a estrutura ideal, mas ninguém deixará de ser atendido.”

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A secretária reconhece a falta dos serviços do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), fechado desde a enchente de 2024.

“O Hospital Nossa Senhora das Graças absorveu toda essa demanda. A porta de emergência do HPSC está aqui. A realidade dos hospitais da região é complexa. Há aumento da demanda em diversas cidades.”

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Embora o principal motivo da superlotação na emergência do HNSG não esteja diretamente atrelado às doenças respiratórias neste momento, a secretária enfatiza que ações preventivas estão sendo organizadas.

“A partir da mudança de temperatura, precisamos estar atentos e reforçar os atendimentos nas UPAs e UBSs.”

“Tinha pessoas sentadas até no chão”

Na manhã desta quarta-feira, Priscila Meireles Gomes, 32 anos, procurou atendimento na emergência do HNSG. Com suspeita de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), a manicure aguardou por 4 horas para realizar um exame de tomografia.

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“Era muita gente. Tinha pessoas sentadas até no chão. Estava tudo misturado. Pacientes gritando de dor e até em surto. Fiquei assustada. Não imaginava que a situação do hospital estava tão crítica”, conta a moradora do bairro Mathias Velho.

UPAs e UBSs

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a recomendação é que pacientes com casos leves ou sintomas que já persistem há alguns dias procurem as UPAs ou UBSs do município.

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“Sintomas que podem ser tratados nas unidades devem ser direcionados para evitar a superlotação na emergência do hospital. Ninguém deixará de ser atendido, mas é um apelo que fazemos para a população”, finaliza a secretária.

 

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