Uma calçada alagada mesmo em dias secos há seis meses. Este é o cenário em frente a Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Affonso Charlier, no bairro Harmonia, que convive com um cano rompido da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), desde setembro de 2024. Após inúmeras reclamações, o problema começa a ter encaminhamento.
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Foto: Reprodução
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A situação começou após o trabalho de limpeza feito pelo Exército na escola, depois da enchente que atingiu a escola no ano passado. O peso do caminhão acabou danificando a tubulação que passa no local, como conta o diretor Lucas Flesch Cygainski. “Abrimos inúmeros chamados, ligamos para o 0800, e nenhuma solução. Fica úmido, com lama, o tempo inteiro. Parece que é da chuva, mas é o cano rompido.”
Segundo o diretor, a situação do alagamento piora em dias de chuva. “Fica intransitável. Não sabemos a profundidade, então o alunos acabam indo pela rua para poder desviar. É um perigo”, relata. A instituição recebe cerca de 500 alunos nos três turnos.
“Eu recebo eles todos os dias de manhã na porta e vejo a insatisfação. Eles não reclamam porque sabem que não é da nossa alçada. Mesmo sem perguntar, eu dou um retorno para eles e para os pais. Estamos ajeitando a escola por dentro, mas o lado de fora fica assim, desassistido”, lamenta.
O que diz a Corsan
A companhia afirmou que esteve na escola nesta segunda-feira (17) e não identificou vazamento visível. “Uma nova equipe voltará ao local, nesta terça-feira (18) para fazer inspeção de um possível vazamento oculto – que não extravasa para a superfície e por isso não fica aparente”, informa.
“A pesquisa, nesse caso, é feita com o equipamento chamado geofone, uma espécie de ultrassom que emite sinais sonoros quando identifica escoamentos subterrâneos de líquidos. Sendo localizado o vazamento, será providenciado o conserto imediatamente”, explica a Corsan.