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EDUCAÇÃO

Escolas municipais passam por reforma para o início do ano letivo em Canoas

Instituições foram classificadas de acordo com a situação estrutural. As melhorias devem beneficiar cerca de 29 mil estudantes

Publicado em: 31/01/2025 às 16h:21 Última atualização: 18/02/2025 às 11h:21
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Pinturas, trocas de piso, reparos nas redes elétricas e hidráulicas, e reformas nos banheiros. Esses são alguns dos trabalhos que estão sendo realizados nas 83 escolas municipais de Canoas para o início do ano letivo, no dia 12 de fevereiro. Cerca de cerca de 29 mil estudantes vão ser beneficiados com as melhorias.

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Entre elas está a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Max Adolfo Oderich, que recebe 598 estudantes do 1° ao 9° ano, no bairro Harmonia. Em uma visita guiada pela secretária de Educação, Beth Colombo, pode-se acompanhar o trabalho de restauração do local que foi atingido pelo desastre climático de maio e que ainda precisava de reparos.

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Emef Max Adolfo Oderich é uma das instituições que estão sendo reformadas neste para o início do ano letivo



Emef Max Adolfo Oderich é uma das instituições que estão sendo reformadas neste para o início do ano letivo

Foto: Paulo Pires/GES

A Max Oderich, assim como todas as escolas da rede municipal (38 escolas infantis e 44 escolas de ensino fundamental), passaram por uma vistoria da Secretaria de Educação (SME), no dia 14 de janeiro. Cada uma foi classificada em verde, amarelo e vermelho quanto às questões estruturais para definir quais são prioritárias no trabalho de manutenção (ver classificação abaixo).

“Esta é uma que, com certeza, estava além do vermelho. Estava vermelho mais, tanto que está sendo feita toda [a reforma]. Hoje, ela já não é mais vermelha, já está no amarelo. Nas salas, todos os pisos foram trocados pelo de cerâmica. Essa escola vai ficar melhor do que antes da enchente”, mostra a secretária. 

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Além dos reparos, a Max Oderich vai ter novo depósito para guardar materiais e passar pela troca dos telhados e das calhas, segundo o diretor de Infraestrutura da SME. Francisco Costa. “Eles vão ser retirados. A saída das calhas vai ser aumentada de 75 para 100, 150, porque a demanda de água é muita quando chove. Não suportava, mas agora vai suportar bem”, detalha. “É quase uma obra nova”, define a secretária. 

Enquanto os trabalhadores realizam o serviço, Beth explica que a reforma está acontecendo em toda a rede ao mesmo tempo. Isso faz com que a classificação adotada pela SME mude constantemente, conforme a reforma avança. “Acredito que agora poucas são vermelhas”, afirma.

A secretária de Educação, Beth Colombo, e o diretor de Infraestrutura da SME, Francisco Costa, acompanham as reformas



A secretária de Educação, Beth Colombo, e o diretor de Infraestrutura da SME, Francisco Costa, acompanham as reformas

Foto: Paulo Pires/GES

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Muitas das escolas que estão passando pela manutenção por terem sido impactadas diretamente pelas águas da enchente. Mas, outras estão em amarelo ou vermelho por terem sido abrigos, como é o caso da Emef Guajuviras. “Ela, de fato, estava muito prejudicada. E ela foi abrigo, mas também teve o desgaste”, comenta Beth. No momento, a instituição já está na classificação amarela.

“Possivelmente, não vamos ter nenhuma em vermelho. Como ainda temos tempo ainda, porque os alunos retornam dia 12, elas vão estar todas em verde. Se alguma ficar em amarelo, vai ser por detalhe”, garante.

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Após a etapa de troca de pisos, pinturas e reparos, as instituições irão passar pela higienização para recebimento da comunidade escolar. A limpeza deve começar a partir de segunda-feira (3).

“Classificar para saber por onde começar”, explica a secretária

A vistoria nas escolas foi motivada pela chegada da nova gestão. “Nós desconhecíamos a realidade. Tínhamos algumas informações. Quando nós chegamos na secretaria, junto com o diretor Francisco, montamos uma força tarefa”, relembra. Colaboradores da SME formaram dez grupos e visitaram todas as 83 escolas, no dia 14 de janeiro.

“Quando nós recebemos essas informações, tínhamos que classificar para saber por onde começar. Precisávamos padronizar, é vermelho, amarelo e verde, como uma sinaleira. Vermelho é pare, amarelo está na atenção e verde pode passar. Todas as equipes classificaram as escolas que tinham visitado”, comenta.

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As 83 escolas da rede municipal foram classificadas de acordo com a situação estrutural



As 83 escolas da rede municipal foram classificadas de acordo com a situação estrutural

Foto: Paulo Pires/GES

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Ainda dentro das vermelhas, foram classificadas as que precisavam ter prioridade, como a Max Oderich, Guajuviras, Emef Monteiro Lobato (Rio Branco), e as escolas municipais de Educação Infantil (Emei) Marilene Machado (Mato Grande) e Professora Carmen Ferreira (Harmonia).

Os trabalhos são executados pela empresa Perfecta, que tem contrato com a administração municipal desde 2020. Um dos serviços específicos que está será feito é o de instalação de um forno para assar pães que foram doados para a Prefeitura de Canoas, no ano passado. 

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Para Beth, as reformas são essenciais. “Primeiro, é a nossa obrigação. Mas, mais que obrigação é também um desejo de entregar para os alunos da nossa rede que merecem estar em um ambiente limpo, saudável e agradável. Especialmente, para aqueles que viram as suas escolas embaixo d’água”, completa.

Ledevino Piccinini precisa de liberação

Entre as 83 escolas municipais, a Emei Ledevino Piccinini, no bairro Fátima, não deve retornar no dia 12 de fevereiro. A escola está pronta, mas ainda precisa de um laudo de liberação para voltar às atividades.

De acordo com a SME, os alunos já foram direcionados para outros instituições. “Nós estamos aguardando. Ela está reformada, mas estamos aguardando um parecer técnico, que teve um apontamento no período da enchente e queremos estar com tudo tranquilo”, conta a secretária. 

Classificação das escolas 

Vermelha (26): são as instituições que sofreram danos graves e precisam de reparos urgentes nas instalações;

Amarela (39): não apresentam danos estruturais graves, mas precisam de reformas para receber melhor os alunos;

Verde (18): estão aptas a receber os estudantes, necessitando apenas de pintura, poda de árvores e manutenção de áreas externas.

Pasta enfrenta desafios na tecnologia e na evasão escolar

“Os desafios na Educação são permanentes”, assim define Beth Colombo. A secretária está em sua quarta passagem pela pasta e promete avançar na tecnologia e no acolhimento da comunidade escolar.

“Nós vamos trabalhar muito para mudar os nossos índices. Canoas tem condições de estar entre as melhores do Estado. Não existe uma justificativa para nós não conseguirmos atingir. Por isso, vamos trabalhar com toda a equipe pedagógica, professores, alunos, famílias, para passar a importância da aprendizagem”, diz.

A secretária informa que 70% dos alunos do 2º ano do fundamental estão alfabetizados. Os dados foram recebidos recentemente pela pasta através de uma instituição parceira. “Desde 2022, vínhamos numa luta para mudar os números da alfabetização. Isso é uma conquista e não acontece de uma hora para outra.”

Além dos números que revelam o desempenho, a SME planeja parcerias para tornar as escolas mais tecnológicas e discute projetos de acompanhamento da comunidade e acolhimento dos alunos atípicos.

Outros desafios são as vagas na educação infantil e a evasão escolar. De acordo com a secretária, um decreto deve ser assinado em breve, retomando as inscrições contínuas para vagas. Atualmente, são cerca de 840 alunos aguardando por uma vaga na educação infantil. Em fevereiro, a pasta deve realizar um sorteio com 580 vagas em Emeis.

Sobre os evadidos, a pasta vai aguardar o período de matrículas e transferências para ter o número exato. “Vamos fazer uma busca ativa ainda neste primeiro trimestre. Nós também vamos ter uma sinalização se eles buscarem transferência. Enquanto esse aluno não pega a transferência, seus documentos, ele é aluno evadido”, ressalta.

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