Julieta de Oliveira anda cansada de espantar ratos e insetos de toda espécie que entram em casa. Culpa do lixo acumulado a metros da residência, no bairro Niterói, em Canoas.
A moradora da Rua Marechal Rondon diz que faz tempo que não se vê uma equipe de limpeza circulando pelo bairro. O problema nem é pontual, mas observado por vizinhos em diversas áreas do bairro.

Foto: PAULO PIRES/GES
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“Fora o excesso de lixo deixado ao ar livre, há o problema com a capina. Pouca atenção, sabe? Acho que esqueceram da gente, porque nunca mais colocaram uns guris para baixar o mato”, reclama a aposentada de 74 anos.
Também aposentada, Maria Conceição Vaz, 68 anos, afirma que a situação é drástica. Quanto mais longe da BR-116, pior para os moradores, já que as ações parecem se concentrar somente próximas à Praça Dona Mocinha.
“Eles estão preocupados com a área que tem comércio e o resto que se dane”, dá bronca. “Largam entulhos onde quiserem e ficam por isso mesmo. Não tem quem junte. É preciso esperar que o lixo se decomponha.”
Conforme a cozinheira Joelma Santarém, 55 anos, os moradores chegaram a se reunir e pagar contêiner para levar o lixo embora, mas o dinheiro acabou e agora eles exigem da Prefeitura a remoção.
“Já cansamos de pagar contêiner para resolver um problema que é público. Agora, a Prefeitura que se vire. E se não se virar, vamos lá para a frente bater panela para azucrinar o prefeito”, avisa.
Choque de Limpeza
Morador antigo do bairro, Cláudio Ortiz lembra das ações do Choque de Limpeza, responsáveis pela limpeza, capina e pintura dos meios-fios.
“Olha, semanalmente a gente via alguma coisa acontecendo. Tipo, alguém pintando o meio-fio, cortando o capim ou levando o lixo embora”, recorda o aposentado de 71 anos. “Depois que terminaram com o Choque de Limpeza, acabou. Fazem mais nada.”
Sem retorno
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Canoas para saber sobre a limpeza no bairro Niterói. Até a publicação deste conteúdo, entretanto, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.