O Centro de Canoas não possui cobrança de estacionamento rotativo (Área Azul) desde dezembro de 2022. Segundo a Prefeitura, o tema está em etapa de estudos técnicos, ainda sem modelagem ou prazos para a implementação. No entanto, o tema segue gerando debate entre a população que utiliza a área central da cidade. De um lado, motoristas que não querem a volta da cobrança, do outro, comerciantes e lojistas da região criticam o uso das vagas por períodos prolongados.

Foto: Paulo Pires/GES
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Isentos da antiga tarifa de R$ 1,25 por hora, os condutores de automóveis disputam cada vaga disponível nas ruas do Centro. Em uma breve caminhada pela região, é possível verificar longas filas de carros estacionados. O movimento só reduz nos fins de semana e feriados. A gratuidade ocorre devido ao fim do contrato de concessão da empresa Rek Parking, que encerrou suas atividades na cidade no dia 7 de dezembro de 2022.
“É difícil conseguir uma vaga, mas sou contra a volta da cobrança. O bolso agradece. Na minha opinião, já pagamos imposto o suficiente”, opina Fenando Carlos Falcão Silva, 36 anos.
Para o morador do bairro Marechal Rondon, a segurança é insuficiente mesmo se houver uma empresa responsável.
“O que eles vão fazer se o meu carro for roubado enquanto estiver estacionado na Área Azul? O povo sempre paga a conta, mas o retorno é baixíssimo. Espero que a cobrança não retorne”, pondera Marcos Pereira Martins, 41.
Em contrapartida, comerciantes e lojistas apontam que parte dos condutores se valem da ausência de fiscalização para deixar os veículos estacionados por horas.
“Não há muita rotatividade. Às vezes, a pessoa deixa quase o dia inteiro o veículo na frente da loja. Falta bom senso. Muitas vezes, o cliente não consegue vaga. Para os negócios é ruim. Espanta os consumidores porque as pessoas querem praticidade e não mais problemas. Sou a favor da volta da cobrança porque acredito que possa melhorar o fluxo de utilização das vagas”, salienta a proprietária de um salão no Centro, Luísa Monteiro Dartora.