Depois de vencer uma competição nacional, a relação do estudante Ícaro Silva da Rosa Fróes com a Inteligência Artificial vai ganhar mais um capítulo. O canoense de 18 anos foi contemplado com uma bolsa de estudos na Universidade de Inteligência Artificial Mohamed bin Zayed (MBZUAI), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A ida está marcada para agosto.
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Foto: Paulo Pires/GES
A viagem vai acontecer um ano depois da sua participação na Olimpíada Internacional de IA (IOAI) na China, em agosto de 2025. Na época, Ícaro já dizia que a competição poderia “traçar o caminho da vida de forma muito significativa”, e ele estava certo.
Agora, o jovem se prepara para estudar Science in Artificial Intelligence por quatro anos. “Estou planejando ir sim. Acho que vai ser uma experiência muito única, principalmente por ser a primeira universidade do mundo a focar só em IA”, destaca. Além da bolsa de estudos integral, o futuro universitário terá acesso a outros benefícios e moradia na própria universidade.
Todas essas portas se abriram após a conquista da medalha de ouro na 1ª Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial (ONIA), em abril do ano passado. Em entrevista ao Diário de Canoas, Ícaro já estava certo de que queria seguir com os estudos e na área, pensando em ajudar no desenvolvimento da tecnologia.
“Em algum momento da minha vida eu gostaria de contribuir para alguma descoberta. Eu quero fazer pesquisas. Existe o termo estado da arte, que é o tem que de melhor, como o Yolo que é o estado da arte da detecção de objetos. Eu quero colaborar para descobrir algum novo estado da arte”, imagina.
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De olho no outro lado do mundo
No último dia de fevereiro, os olhos do mundo se voltaram mais uma vez para os conflitos no Oriente Médio. Dessa vez, as ofensivas acontecem entre Israel, Estados Unidos e Irã e já causaram muita destruição. Quase 900 pessoas já morreram desde o início dos conflitos no sábado (28). (*)
Com viagem marcada, o assunto também é acompanhado pelo estudante e sua família. “Estamos acompanhando. Por enquanto não estamos muito apreensivos porque eu ainda estou no Brasil e caso algo drástico aconteça, eu posso simplesmente adiar a minha ida ou qualquer coisa assim”, comenta Ícaro.
“Acho que seria pior se eu já estivesse lá. E tem bastante tempo até agosto, então muita coisa pode acontecer. Como eu não posso fazer nada quanto a isso não tem motivo pra ficar apreensivo, só esperar”, entende o estudante.
(*) Com informações do g1