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Em Canoas

"Faltou vontade": alunos da Escola Érico Veríssimo estão sem aula devido à fiação elétrica furtada há dois meses

Manifestação, na manhã desta quarta-feira (25), reuniu pais e alunos indignados com a situação

Publicado em: 25/02/2026 às 12h:53 Última atualização: 25/02/2026 às 12h:53
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Foi durante o mês de dezembro que a Escola Estadual Érico Veríssimo somou três arrombamentos consecutivos, que resultaram no furto da fiação elétrica da instituição na Avenida Boqueirão.

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Na época, a direção apontou um prejuízo estimado em R$ 200 mil, já que fios e cabos acabaram arrancados tanto da área externa quanto interna da escola que atende a 500 alunos do Estado.

Amanda Moreira protestou com a filha Melissa, na manhã desta quarta-feira (25), diante da falta de empenho para o retorno às aulas no Érico Veríssimo  | abc+



Amanda Moreira protestou com a filha Melissa, na manhã desta quarta-feira (25), diante da falta de empenho para o retorno às aulas no Érico Veríssimo

Foto: PAULO PIRES/GES

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O problema acabou se tornando maior com o retorno da Rede Estadual há uma semana, já que o Érico Veríssimo permanece sem aulas e com uma previsão para que as obras continuem por meses. 

Na manhã desta quarta-feira (25), pais e alunos se reuniram em frente à instituição em uma manifestação puxada pelo 20º Núcleo Cpers/Sindicato de Canoas, cobrando o retorno imediato das aulas.

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Mãe de um estudante de 16 anos, Elaine Pillar, 43 anos, reclama ser um absurdo que, em dois meses, não houve organização para garantir o retorno dos estudantes em tempo hábil.

“A gente soube o que aconteceu e nem chega a ser uma novidade”, diz. “Só que ninguém imaginava que o ano letivo começaria e ainda não teriam tomado uma providência para acabar com o problema.”

Com uma filha de 16 anos na instituição, Amanda Moreira, 37 anos, disse já ter escutado, mas não aceita, a possível realocação dos estudantes como solução devido à falta de luz.

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“Minha filha trabalha e estuda, aqui mesmo, pertinho de casa. E então querem mandar ela para uma escola longe só porque não conseguem resolver uma fiação”, reclama. “É um absurdo, porque na realidade falta vontade para resolver o problema.”

Desinteresse

À frente do 20º Núcleo Cpers/Sindicato de Canoas, a professora Cleusa Werner lamenta a falta de interesse da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) em garantir aos estudantes um retorno em tempo hábil.

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“A situação ilustra bem o desinteresse do Estado e, em especial, do governador Eduardo Leite com o ensino”, afirma. “Não dá para acreditar que não há dinheiro. O que não existe é vontade para resolver o problema.”

A professora aponta que, enquanto era organizada a manifestação, era possível observar somente dois eletricistas trabalhando no restabelecimento da energia na instituição, o que é inaceitável.

“Não dá para acreditar que há somente dois eletricistas trabalhando”, argumenta. “Era para terem formado uma força-tarefa visando a urgência na resolução do problema, mas colocaram dois só para dizer que estão fazendo alguma coisa.”

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Segurança

Desde dezembro, não há mais notícia sobre invasões na Escola Érico Veríssimo. Desde então, o 15º Batalhão da Polícia Militar de Canoas intensificou as rondas na área da instituição.

A lembrar, na época dos crimes, a Patrulha Escolar chegou a encontrar ventiladores e aparelhos de ar-condicionado abandonados em uma área de matagal a poucos metros da escola.

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O que diz o Estado?

Por meio de nota, as secretarias de Obras Públicas e da Educação informaram que dois atendimentos foram iniciados para recuperar as instalações elétricas da Escola Estadual Érico Veríssimo. Uma primeira frente de trabalho, de caráter emergencial, foi encerrada em 12 de fevereiro, com um investimento de R$ 199,6 mil.

A obra consistiu na desativação das instalações elétricas existentes e na implantação de um novo sistema elétrico, incluindo a renovação completa das ligações entre a subestação e o quadro geral, a instalação de novos cabos, eletrodutos, caixas de passagem, dispositivos de proteção e aterramento.

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O escopo do serviço abrange ainda a substituição dos quadros de distribuição e de seus componentes, bem como a reorganização dos circuitos e trajetos elétricos, garantindo a adequação às normas técnicas e a melhoria da segurança e desempenho da rede elétrica da edificação.

Uma segunda frente de trabalho, aponta o Estado, está em fase de contratação, e começará os serviços ainda nesta semana. A previsão é de que esta obra seja concluída em até 60 dias.

Os serviços na escola são feitos por meio da Contratação Simplificada, sistema que agiliza as manutenções nos prédios públicos. A principal vantagem é a redução de prazos. Antes, o tempo entre a solicitação de reparo e o início do trabalho era de mais de mil dias. Agora, o prazo é de aproximadamente 90 dias.

Por fim, os estudantes terão as aulas recuperadas e a partir da próxima semana retornam as aulas presenciais em escolas próximas, enquanto as obras permaneceram em execução.

 

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