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DE TERÇA A DOMINGO

Feiras movimentam os bairros e a economia local em Canoas; confira endereços

Diferentes produtos, entre coloniais e orgânicos, são vendidos em mais de 20 pontos da cidade

Publicado em: 19/02/2026 às 14h:28 Última atualização: 19/02/2026 às 14h:35
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Com banquinhas de produtos coloniais, pães, pastéis e hortaliças, as feiras livres e orgânicas já são mais que tradicionais nos bairros de Canoas. As iniciativas acontecem de terça-feira a domingo em mais de 20 pontos diferentes da cidade.

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Malta Sporteman comprou biscoitos na banca da Patrícia Tischer no bairro Rio Branco | abc+



Malta Sporteman comprou biscoitos na banca da Patrícia Tischer no bairro Rio Branco

Foto: Paulo Pires/GES

Uma delas é realizada na Praça Cônego Lotário Steffens, em frente à Igreja Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no bairro Rio Branco, uma vez por semana. Nesta Quarta-Feira de Cinzas (18), pós-carnaval, três bancas estavam montadas para atender um público que é fiel.

Isso porque comprar uma peça de queijo colonial e comer um pastel são tarefas obrigatórias para a aposentada Malta Sporteman, 66 anos. “Olha, eu venho aqui pelo menos uma vez por mês. Além do queijo, eu levo um biscoito que eu adoro. E o pastel também, recomendo muito”, afirma a moradora do bairro.

Quem também sempre passa na feira é o aposentado Orlando Leal Alexandre, 64, que costuma fazer o trajeto de bicicleta entre a Rua Boa Saúde e a praça. “Eu comprei salame e linguiça, que não tem nada de orgânico”, brinca. “Mas eu gosto de vir sempre. E eu como o salame com pão, ou abro a geladeira e tiro aquele pedacinho”, confessa.

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Orlando Alexandre comprou linguiça na banca do Fabrício Minuscoli | abc+



Orlando Alexandre comprou linguiça na banca do Fabrício Minuscoli

Foto: Paulo Pires/GES

Saudades de uma feira maior

O pouco movimento não é exclusivo da semana de carnaval. Tanto clientes, como comerciantes destacam que a feira já teve mais bancas e mais adesão dos moradores.

“Eu frequento isso aqui há muitos anos porque moro pertinho. Acho ótimo ter esse espaço porque são coisas que você não encontra em outros lugares. Mas é uma pena que diminuiu. Não tem mais os legumes, nem as flores. Eu adorava a flores”, lamenta Malta.

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O responsável pela banca dos produtos coloniais, Fabrício Minuscoli, trabalha com as feiras há mais de 20 anos e também se queixa do cenário. “O movimento está horrível. Não só hoje, mas sempre. A economia está péssima e o pessoal está sem dinheiro. Feira é só se sobrar”, entende.

Para todos os gostos

A banca do Fabrício tem diversas opções de queijo, linguiça, salame, torresmo, chimia, mel, banha, nata e requeijão. O cheiro dos alimentos é de dar água na boca dos clientes.

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“Nós não produzimos nada, apenas revendemos. E a cada dia estamos em um bairro diferente”, ressalta. O comerciante participa das feiras cadastradas pela Prefeitura de Canoas de terça-feira a domingo.

Assim também funciona com a banca da Patrícia Tischer que vende produtos de padaria, onde a Malta estava comprando biscoito. “Aqui tem pães, cucas, doces, biscoitos, temperos e chás. Hoje também estou com ovos e produtos em conserva de uma colega meu”, mostra a feirante.

“Eu tenho parceiros que produzem para mim e trago para a feira. Já faz uns três anos que participo de todas da Prefeitura e também faço algumas em condomínio. A gente trabalha todo dia”, conta Patrícia.

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Verduras fresquinhas na Inconfidência

A quarta-feira também é dia de feira na Avenida Inconfidência, no bairro Marechal Rondon. Apesar de ter menos bancas do que a edição que ocorre aos sábados, a tarde ainda é de muitas vendas e encontros com a freguesia.

O produtor rural Antônio Hamerski trouxe seus legumes e verduras fresquinhos de Nova Santa Rita. A banca fica cheia de alfaces, salsinha, chicória, batata doce, abóbora e tomates. Assim, já são 23 anos participando dos dois dias de feira.

“Eu planto e vendo só aqui na Inconfidência, então é muito significativo estar aqui. Se não for para colocar no mercado, não compensa. E o espaço da feira é grande também”, comenta.

Toda essa produção chega nas mãos de clientes como o aposentado Bráulio Renke, 57 anos, que veio de bicicleta do Centro para comprar. Na sacola, batata doce, alface e abóbora. “Eu venho sempre que posso. É muito boa essa feira. Acho que pela cidade deveria ter mais”, ressalta.



Se o Bráulio veio do Centro, a professora Gabriela Koenig, 33 anos, veio do outro lado da rua. Morando pertinho da feira, a cliente de Antônio também vem sempre que pode.

“Eu venho mais aos sábados até porque tem mais bancas. Às quartas é só quando dá mesmo. E eu gosto de vir. Acho que é importante valorizar o que é feito pelos produtores locais e conhecer as pessoas que produzem o que comemos. A gente acaba se conhecendo”, destaca Gabriela.

Essa aproximação traz credibilidade ao produtor, observa Antônio que recebe muitos pedidos pelo telefone. “O pessoal pede, manda mensagem e eu já separo. Depois eles vêm buscar. Isso sem dúvidas cria uma confiança. Quem vem pelo orgânico tem confiança. É uma freguesia certa.”

Confira o calendário das feiras em Canoas

Terça-feira (manhã, das 7 às 11 horas)

Rua Cônego José Leão Hartmann, em frente à Igreja Matriz – Centro
Rua Torres, esquina com a Av. Rio Grande do Sul – Mathias Velho

Quarta-feira (manhã, das 7 às 11 horas)

Praça Cônego Lotário Steffens, na Rua Ana Neri com José de Alencar – Rio Branco
Rua 15 de Janeiro, entre Regente Feijó e Caramuru – Centro
Rua da República, esquina com Wenceslau Brás – Mato Grande

Quarta-feira (tarde, das 13 às 18 horas)

Av. Inconfidência, esquina com Av. Santos Ferreira – Marechal Rondon

Quinta-feira (manhã, das 7 às 11 horas)

Rua La Salle, entre Marques do Herval e Duque de Caxias – Marechal Rondon
Rua Eng. Rebouças, esquina com Rua Itapeva – São Luís
Rua Henrique Dias, esquina com Felipe Camarão – Rio Branco
Rua Alaska, esquina com Rua Peru – São Luís

Sexta-feira (manhã, das 7 às 11 horas)

Rua Marcílio Dias, entre Machado de Assis e Frei Caneca – Harmonia
Rua Pero Vaz de Caminha, entre Santa Terezinha e Rua Mem de Sá – Nossa Senhora das Graças
Rua Oliveira Vianna, entre Dir. Augusto Pestana e Bütembender – Fátima
Travessa São João, entre Princesa Isabel e Ana Maria – Fátima

Sexta-feira (tarde)

Setor 4, em frente a Emef Carlos Drummond de Andrade – Guajuviras, das 15 às 20 horas
Rua Guarujá – São José, das 13 às 18 horas

Sábado (manhã, das 7 às 11 horas)

Rua Cristóvão Colombo, entre Venâncio Aires e Conde de Porto Alegre – Niterói
Praça Dona Mocinha, na Rua José Maurício – Niterói
Rua José do Patrocínio, entre Itália e Bento Gonçalves – Niterói
Avenida Rio Grande do Sul, esquina com São Lourenço – Mathias Velho

Sábado (manhã, das 7 às 13 horas)

Av. Inconfidência esquina com Santos Ferreira – Marechal Rondon
Rua Mathias Velho, esquina com Brasil – Harmonia
Rua Armando Fajardo, esquina com Farroupilha – Igara
Rua Cairú, próximo ao UniSuper – Fátima

Sábado (tarde, das 13 às 18 horas)

Rua Açucena, esquina com Armando Fajardo – Igara

Domingo (manhã, das 7 às 11 horas)

Rua São Joaquim, esquina com Av. Santos Ferreira – Estância Velha
Rua Itamar Mattos Maia, acesso pela Alagoas – Niterói
Rua Guarujá – São José

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