Balneário Camboriú, em Santa Catarina, sediou, no início do mês, o que foi considerado como o maior campeonato de fisioculturismo do Brasil. Foram nada menos que 600 atletas reunidos em um evento em homenagem a Fernando Sardinha, um pioneiro da prática no País.

Foto: ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO
Canoas marcou presença na competição graças ao fisiculturista Elisandro Ferreira, que não somente esteve no evento, mas também garantiu dois títulos nas categorias bodybuilding master e open, superando atletas de vários cantos do Brasil.
“Foi um evento enorme e sai muito satisfeito com resultado”, diz. “O nível técnico da competição foi muito elevado e ter conseguido dois troféus em categorias diferentes representou uma grande vitória na minha trajetória”.
Aos 44 anos, Elisandro ganhou notoriedade no cenário esportivo durante a pandemia, quando quase terminou morrendo em uma cama de hospital após ser infectado por Covid-19 e ficar semanas internado.
“Peguei Covid-19 como muita gente que conheço”, conta. “Só que o meu quadro se agravou rapidamente e o que era uma gripe a ser tratada de repente avançou e, dias depois, eu estava preso em uma cama de hospital lutando contra a morte”, lembra.
O atleta diz que isso é passado e agora só pensa em manter a disciplina e dedicação que sempre garantiu a um esporte cuja estática é fundamental para a conquista de títulos. Foram seis meses de preparação para a conquista sob os cuidados do técnico Anderson Machado.
“Fiquei impressionado com a quantidade de jovens que encontrei em Balneário Camboriú”, aponta. “Havia menores de 14 ou 15 anos já participando e competindo, o que mostra a inspiração que este esporte está tendo nas novas gerações”.
Trabalhando como professor em um estúdio em Canoas, Elisandro diz que irá continuar influenciando a boa forma para quem quiser garantir o corpo definido e orientando e direcionando atletas contra o uso de esteroides anabolizantes.
“Não adianta achar que tomar bomba na academia irá garantir um resultando instantâneo, porque não é verdade”, adverte. “Isso é prejudicial à saúde e contra o que ensino. A boa forma é resultado de trabalho e muita disciplina para a mente e o corpo”.
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