Ainda não é um novo salto de geração tecnológica dos videogames, mas o começo da venda no Brasil do novo Nintendo Switch 2, a partir do dia 5 de junho, promete deixar os fãs de jogos das franquias Mario Bros, Zelda, Donkey Kong e Metroid ansiosos pela nova experiência. Ele traz uma série de melhorias em avanços em relação ao Switch original, como chip mais potente e maior resolução na tela, o que permite gráficos mais nítidos e jogabilidade melhor.
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Além disso, será compatível com jogos 4k, com 256gb de armazenamento, que no anterior chegava a 64gb na versão OLED. Entre as inovações, controles terão a função similar ao mouse de computador e haverá o GameChat, serviço de comunição em tempo real. O preço sugerido é R$ 4.499, mas varejistas têm ofertado por menos.

Foto: Divulgação/Nintendo
Coordenador dos cursos de Jogos Digitais da Universidade Feevale, Eduardo Muller, conhecido como EdH Müller, explica que hardware não é o foco da Nintendo. “Eles tentam se diferenciar dos concorrentes, não com capacidade gráfica, por exemplo, que é o que Xbox e PlayStation normalmente se vendem como os consoles mais potentes”, destaca, reforçando o foco na experiência do usuário.
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“A Nintendo sempre mantém essa lógica de entregar experiências únicas que só eles têm, que só eles desenvolvem. E esse é o principal diferencial da Nintendo, entregar uma experiência diferenciada, que a gente não encontra em outros projetos”, acrescenta. Outra inovação destacada no Switch 2 é a retrocompatividade dos jogos, permitindo que games da geração anterior rodem no novo.

Foto: Jéssica Oliveira/Arquivo Pessoal
Expectativa pelos lançamentos, saudosismo pelos antigos
Desde 1997, com um Super Nintendo, a paixão do empresário de Canoas Erick Souza Teixeira, 34 anos, pelos consoles e jogos da empresa japonesa surgiu. “Na época, existia locadoras que alugavam bastante [games], onde a gente conhecia diferentes títulos e troca indicações com os frequentadores”, recorda. Natal e Dia das Crianças, por exemplo, sempre pedia uma “fita” [cartucho] de presente. Na adolescência, teve outros consoles, mas retornou para a marca em 2017, quando foi lançado o Switch.
Nesta quinta-feira (22), visitou o Super Nintendo World no Epic Universe, nos Estados Unidos, no dia da abertura do parque, junto da esposa Jéssica Oliveira, 34.
“Praticamente todos os jogos que fizeram sucessos nas últimas gerações [Game Cube, Wii e Wii U] foram relançados para o Switch, porque até a ela [a Nintendo] sabe que muitos acabaram pulando esses consoles”, destaca, lembrando que na época PlayStation e Xbox eram mais populares no Brasil. Importante lembrar que em 2015 a Nintendo saiu do Brasil devido aos impostos de importação e falta de fábrica local, retornado ao país em 2020.

Foto: Divulgação
Erick, que tem um quarto gamer e trabalha na área, está ansioso pelo novo Donkey Kong Bananza, que será lançado junto com o Switch 2, mas está atrás de antigos cartuchos de Super Nintendo para sua coleção.
História
Fundada em 1889 como fabricante de cartas, a Nintendo entrou nos videogames nos anos 1970. Seu marco foi o Nintendo Enterteinment System, em 1983, que revitalizou a indústria com jogos como Super Mario Bros. Seguiram-se consoles icônicos como Super Nintendo, Nintendo 64 (com 3D), Game Boy (portáteis), Wii (controle por movimento) e o híbrido Switch.