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CRISE NA SAÚDE

Hospital Nossa Senhora das Graças suspende atendimentos eletivos por superlotação

Prefeitura alega que demanda excessiva de pacientes é proveniente de outros municípios

Taís Forgearini
Publicado em: 09/04/2025 às 16h:31 Última atualização: 09/04/2025 às 16h:37
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Os atendimentos eletivos para novos pacientes estão suspensos no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), em Canoas. O motivo é a superlotação do local, que teria chegado a 400%. No entanto, devido à volatilidade do fluxo de pessoas, a casa de saúde e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não confirmam a capacidade ultrapassada.

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Hospital Nossa Senhora das Graças enfrenta superlotação



Hospital Nossa Senhora das Graças enfrenta superlotação

Foto: Paulo Pires/GES

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Na tentativa de amenizar a situação, a SMS afirma que está realizando a transferência de pacientes para o Hospital Universitário (HU) para a reavaliação de quadros clínicos. Segundo a pasta, a medida visa conferir agilidade às altas hospitalares e à ronda diária dos médicos.

De acordo com a administração municipal, os atendimentos de emergência, realizados pelo Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) no interior da estrutura do HNSG, estão ocorrendo sem alterações.

“Pacientes que já estavam recebendo tratamento permanecem sendo atendidos normalmente no HNSG. Além disso, os atendimentos pós-operatórios e de oncologia seguem ocorrendo normalmente, sem suspensão”, diz o comunicado.

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Crise na saúde

Diante da crise na saúde enfrentada em Canoas, na última quinta-feira (4), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), por meio do promotor de Justiça Marcelo Trevizan, determinou, com urgência, que seja protocolado um pedido de apoio técnico ao Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (Mediar-MP), vinculado à Procuradoria-Geral de Justiça.

A medida visa instaurar um processo de mediação institucional para enfrentar os problemas identificados em um Inquérito Civil instaurado após denúncias de desassistência médica no município.

Segundo o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), a decisão do Ministério Público representa um avanço importante na busca por respostas concretas e transparentes.

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“A entidade reafirma seu compromisso com a valorização dos médicos e a garantia de atendimento digno à população, reforçando que continuará vigilante e ativa em todos os espaços de diálogo e cobrança institucional”, aponta a nota.

Superlotação

Sobre a superlotação no HNSG, a Prefeitura informou que a situação é reflexo da demanda excessiva de pacientes provenientes de outros municípios.

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“Canoas é referência para cerca de 40% da população do Rio Grande do Sul na Saúde e o Estado não efetua repasses na mesma proporção para sustentar os serviços, o que vem prejudicando os atendimentos e gerando um efeito cascata de lotações e dificuldade de atendimentos verificado em toda a região.”

Solicitação e demandas

Conforme a administração municipal, Canoas está articulada com outros municípios integrantes do consórcio da Associação dos Municípios da Região Metropolitana da Grande Porto Alegre (Granpal) para levar ao governo do Estado demandas para que haja a revisão do sistema de referenciamentos, e reequilíbrio e sustentabilidade financeira para os atendimentos nesta modalidade.

“A Granpal vai solicitar a destinação de recursos estaduais não aplicados para complementar a tabela SUS; o repasse proporcional de recursos estaduais de acordo com a população de cada cidade; a criação de uma câmara de compensação financeira para o ressarcimento dos municípios que atendem demanda espontânea de moradores de outras cidades; e o apoio financeiro estadual baseado na dependência do SUS e na vulnerabilidade social. Na terça-feira (8), o prefeito de Canoas, Airton Souza, juntamente com outros prefeitos de municípios integrantes da Granpal, reuniu-se em Brasília com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para relatar a situação da saúde na Região Metropolitana e solicitar recursos e mais celeridade nos repasses”, finaliza a nota.

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