Um incêndio destruiu uma casa na noite deste domingo (19), no bairro Fátima, em Canoas. O fogo começou próximo das 21 horas na Rua Allan Kardec, consumindo a pequena residência em minutos.
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Foto: Paulo Pires/GES
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A casa estava inabitada desde que acabara atingida pelas cheias que inundaram o bairro Fátima em maio do ano passado. Por isso, passava por reformas para voltar a ser habitada.
Proprietário da casa, o comerciante Valmor Antunes explica que não se sabe a causa do início do fogo que começou repentinamente e, de imediato, causou pânico entre a vizinhança.
“Minha mulher viu a fumaça subindo e de repente já estava tudo pegando fogo”, lembra o trabalhador de 47 anos. “Ficou todo mundo apavorado, porque tinha vento e a gente achava que queimaria as casas na volta.”
Felizmente, ninguém estava na casa no momento em que começaram as chamas, então acabaram queimados móveis e materiais oriundos da reforma que o comerciante vinha fazendo desde o final do ano passado.
“Ficamos com o prejuízo pela segunda vez, mas ainda bem que ninguém se machucou”, diz. “Porque a correria e gritaria foi muito grande. O susto foi enorme quando aquele fogaréu começou, assim, do nada”.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o caminhão teria levado mais de meia hora, conforme os relatos dos moradores. Tudo porque os bombeiros de Canoas estavam concentrados em uma ocorrência no Guajuviras.
Segundo a capitã Júlia Calgaro, do 8º Batalhão de Bombeiro Militar, a vegetação em chamas arriscavam se aproximar de residência e foram necessárias horas até que os bombeiros conseguissem controlar a situação.
“Nosso pessoal foi mobilizado em apoio a guarnição de Nova Santa Rita”, esclarece. “Havia o risco que o fogo se alastrasse sobre as casas na área, o que não aconteceu graças a intervenção”.
Foi necessário, portanto, que um caminhão do Corpo de Bombeiros de Cachoeirinha se deslocasse até o endereço da ocorrência. Ao chegarem, os bombeiros perceberam que o fogo havia sido controlado.
Combate
Morador da área, Rovani Carvalho, 47 anos, conta que os vizinhos ajudaram como puderam. Tudo para que o fogo não queimasse também o armazém e a casa ao lado devido ao forte vento que soprava as chamas.
“Pode ver que está tudo chamuscado, porque o vento chegou a pegar no telhado do lado”, relata. “Só que o pessoal se uniu e trabalhou muito para não deixar nada acontecer, porque os bombeiros chegaram só bem depois”.
Antunes afirma que nada no armazém que pertence à família acabou atingido. Felizmente, ele agradece, a união faz a força e conseguiu toda a ajuda necessária para evitar uma tragédia maior.
“Sou muito agradecido a todos que colaboraram”, salienta. “O pessoal aqui é muito unido e conseguiram se mobilizar rápido com baldes e mangueiras. Tive prejuízo, mas graças a Deus, evitaram o pior”.