O Abrigo Palmira Gobbi foi palco de mais um reencontro emocionante nesta semana. Depois de 15 meses, Fabiano Cerqueira Barcelos localizou seu cachorro, que havia perdido durante a enchente que atingiu Canoas em maio de 2024.

Foto: Bruna Ourique/PMC
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O Pirata, que era chamado de Mancha no abrigo, estava acolhido no bairro São José e foi reconhecido pelo tutor nas redes sociais. “Eu não cheguei a ir em nenhum abrigo pessoalmente, só fiquei olhando as postagens, procurando. Eu olhei uma e vi que era ele. A mancha que tem na cabeça é única”, destaca Fabiano.
O tutor entrou em contato com as voluntárias do Palmira Gobbi e fez o reconhecimento na quarta-feira (13). “Ele estranhou um pouco e eu também porque estava muito nervoso. Mas deu certo. Me reconheceu, voltou ao normal aqui em casa. Estou muito feliz”, conta.
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Reencontro quase não aconteceu
O fiscal de loja é morador do bairro Mathias Velho e teve a casa atingida pela catástrofe climática no ano passado. Desde então, estava residindo em Porto Alegre, mas retornou para a cidade recentemente.
Nesses 15 meses que ficou fora, o Pirata quase foi embora da cidade duas vezes. “Me disseram que ele ia ser enviado para São Paulo, mas não aconteceu. E depois, ele chegou a ser adotado no sábado passado, mas a família teve um imprevisto e não apareceu”, relata.
Entre (quase) idas e vindas, Fabiano e Pirata conseguiram se encontrar e seguir com sua amizade de quase dez anos. “Eu adotei ele pelo Facebook, lá em 2016. Ele tinha só seis meses. Ele é meu amigo, meu parceiro. Quando saio de casa, ele fica latindo”, comenta.
“Agora também não estamos sozinhos. Eu já tinha adotado uma cachorrinha, a Paçoquinha. Ele tem uma mana. É o Pirata e a Paçoquinha”, completa o tutor.
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A história do Tigre
Em junho deste ano, o barbeiro Jorge Yuri Machado reencontrou o Tigre, que também havia se perdido durante a enchente. Graças às publicações nas redes sociais, Machado reconheceu o cachorro e pode resgatá-lo no Abrigo Palmira Gobbi.
Atualmente, 27 cães ainda aguardam por um lar no Abrigo Palmira Gobbi, com diferentes perfis e histórias. O espaço deve ser fechado no final do mês. Os cães que não forem adotados até lá devem ser transferidos para a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal.
A veterinária Camila Schmitz destaca a importância da adoção responsável e das ações que possibilitam encontros como este. “Cada família pode oferecer amor e cuidado, mas é fundamental que a decisão seja consciente e definitiva”, reforça.