O aparecimento de manchas e bolhinhas na boca de crianças pequenas logo acedem o alerta para pais e mães no Rio Grande do Sul. O aumento de casos da doença mão-pé-boca em escolas e creches vem chamando a atenção e preocupa devido à fácil transmissão. Mas a infecção possui tratamento simples e pode ser prevenida.
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Foto: DGCI/Saps
De acordo com o médico infectologista e professor de Medicina da Ulbra, Cezar Riche, os sintomas costumam aparecer entre 3 e 7 dias após o contágio. O quadro costuma ser mais comum em crianças de até cinco anos do que em adultos.
Além das manchas e bolhinhas que se espalham pelas mãos, pés e boca – por isso o nome da doença – a criança pode apresentar febre, mal-estar e falta de apetite como primeiros sintomas. “Essas lesões podem causar dor ao engolir e, embora geralmente sejam leves, exigem atenção para evitar desidratação em casos mais graves”, ressalta o médico.
Assim, o tratamento tem foco na hidratação, no controle da febre e no alívio de outros sintomas. “A recuperação costuma acontecer entre 7 e 10 dias”, calcula.
Atenção às formas de transmissão
Para se prevenir uma doença é preciso saber como ela se transmite. No caso da doença mão-pé-boca, causada pelo vírus Coxsackie A16 e outros enterovírus, a transmissão ocorre pelo contato direto com secreções da boca, gotículas de tosse e espirro, objetos contaminados e fezes.
Por isso, as melhores medidas de prevenção envolvem a limpeza, como lavar as mãos, higienizar brinquedos e demais objetivos e limpar superfícies. Também é recomendado manter as crianças com sintomas longe de outras.
O infectologista Riche ainda destaca que a contaminação pode ocorrer mais uma vez, reforçando a necessidade de prevenção. “Existem diferentes tipos de vírus que causam a mão-pé-boca, então a criança pode adoecer novamente em outro momento.”
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Diferente da catapora
Visualmente, a síndrome e catapora são parecidas por apresentarem manchas, bolhas e lesões avermelhadas pelo corpo. No entanto, há algumas diferenças entre os sintomas.
Enquanto que na catapora as bolhas se espelham pelo corpo, na mão-pé-boca elas ficam concentradas nas extremidades, mão e pé, e causam lesões também na boca. Esta última pode levar ao quadro de desidratação devido a dor para engolir.
Além disso, as bolhas que surgem na catapora ficam em diferentes graus de evolução e apresentam coceira, frisa o Ministério da Saúde. Este último sintoma não está presente na síndrome.