Conhecido pelo trabalho educacional e cultural em Canoas, o mestre e educador de capoeira Anderson Guerra foi convidado para ministrar uma oficina temática na Chapada Diamantina, na Bahia. O encontro ocorre entre os dias 18 e 22 de junho e reúne professores e mestres de capoeira de diferentes regiões do país, com foco na troca de experiências e na valorização da cultura afro-brasileira.

Foto: Arquivo pessoal
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Ao lado da contramestre Valéria Benitez, Guerra compartilhará experiências construídas por meio do trabalho educacional e cultural desenvolvido no Projeto Quilombo e no Programa de Capoeira na Escola.
“Será uma imersão entre todos os participantes. Vamos apresentar métodos e fundamentos que utilizamos com os alunos de capoeira. Passando pela conexão, pelo aquecimento, pelas técnicas e o que chamamos de ‘volta calma’ para desacelerar o corpo após a atividade física”, explica Guerra.
Com uma trajetória de mais de 25 anos na capoeira, educação e cultura afro-brasileira, o canoense ministra semanalmente aulas gratuitas para 68 alunos da rede municipal de ensino de Canoas.
“Pelo projeto Quilombo, atendemos três escolas municipais: João Paulo, Davi Canabarro e Paulo VI. São turmas do 5º ao 9º ano. Hoje, os jovens possuem mais dificuldade para se conectar com as atividades físicas. A capoeira vem para ajudar também nesse sentido. Ensinamos com fundamento, musicalidade e história.”
Para os alunos que se destacam na capoeira, são oferecidas bolsas na Escola de Capoeira AngolaBrasil.
“Atualmente, coordeno o Programa de Capoeira na Escola, onde o trabalho é desenvolvido com crianças de 3 a 15 anos em escolas particulares. Os mesmos métodos do programa são repassados no projeto Quilombo.”
Com inscrições abertas para o próximo ciclo nas Emefs João Paulo, Davi Canabarro e Paulo VI, Guerra orienta que os responsáveis pelos estudantes (do 5º ao 9º ano) procurem a direção das escolas para participar.
“As vagas são limitadas, mas o processo é bem simples. O cadastro é feito por meio de um formulário on-line. Vamos iniciar o próximo ciclo depois das férias de inverno. Todo trabalho é feito de forma voluntária”, destaca Guerra.