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Moradora do Rio Branco arrecada dinheiro para tirar pedras dos rins; saiba como ajudar

Equipamento necessário para a cirurgia não está disponível no SUS

Publicado em: 16/09/2025 às 15h:27 Última atualização: 16/09/2025 às 15h:27
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A família e os amigos de Deise de Souza, 51 anos, deram início a uma vakinha online para custear um procedimento cirúrgico complexo. A moradora do bairro Rio Branco precisa retirar pedras dos rins com um aparelho que não está disponível pelo Sistema Único de Saúde. O problema de saúde impede Deise de ter uma vida saudável.

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Deise Souza arrecada recursos para retirar pedras dos rins | abc+



Deise Souza arrecada recursos para retirar pedras dos rins

Foto: Reprodução

O quadro de saúde se complica com a presença de pedras no pâncreas e crises de pancreatite que Deise enfrenta desde 2010. Em busca de uma melhor qualidade de vida, os conhecidos se mobilizaram para ajudar a comerciante a arrecadar os valores. O custo do procedimento varia de R$ 29 mil a R$ 35 mil.

Para a cirurgia, ela precisa de um ureteroscópio flexível, equipamento que permite a retirada das pedras de forma menos invasiva. Os cálculos renais, no caso de Deise, são bacterianas e se formam devido a uma infecção.

“Estou lutando contra o tempo porque estou com uma infecção urinária e os antibióticos já não fazem mais efeito. Os meus atestados dizem que é urgente. Não tenho nem mais consulta porque os médicos não têm mais o que fazer, é só a cirurgia”, conta.

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Histórico de saúde complica

Desde 2010, a comerciante enfrente um problema de saúde no pâncreas que já resultou em retirada de tumor e em colocação de uma tela em função de uma hérnia. A paciente também lida com um cisto no órgão. O quadro afeta também os rins que agora sofrem com pedras.

Em julho, Deise tentou retirar as pedras no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). No entanto, o procedimento realizado com um ureteroscópio rígido não teve sucesso, sendo necessário um flexível. De acordo com o atestado, o equipamento necessário não está disponível no hospital ou no SUS no geral.

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“Fui atrás de orçamentos para entregar na Defensoria. Na Santa Casa custa R$ 35 mil e no Hospital Regina, R$ 29 mil. Entreguei tudo dentro do prazo, mas demoraram para analisar e o orçamento perdeu a validade. Vou ter que fazer tudo de novo. Tenho que tentar um hospital que faça com urgência”, conta.

Segundo a paciente, ela também já está no Gercon da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Canoas. O sistema regula as consultas especializadas do SUS. Deise deve se consultar no município para tentar um encaminhamento para um urologista.

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Arrecadação online

A proposta de fazer uma vakinha online veio de sua rede de apoio. “Minha amiga disse ‘Deise, vamos fazer uma rifa’. Sou um pouco orgulhosa, não queria ver a minha foto. Mas eu também passei pela enchente, tenho um filho autista e preciso fazer essa cirurgia”, destaca.

Deise é mãe do Luan, 28 anos, que tem autismo nível 2. Durante toda a conversa, a mãe sempre lembrou do filho. “Eu estou cansada, são anos de luta, mas preciso continuar. Eu olho pro meu filho, eu olho pro sol, e sigo em frente. Quem me vê, pensa não tenho nenhum problema, por causa do meu jeito, sou bem alegre. Mas isso é cansativo”, desabafa.

Deise disponibilizou a chave pix 65798007049 (CPF) para o envio de qualquer valor. Os recursos arrecadados serão destinados ao procedimento cirúrgico, afirma a paciente.

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