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COLCHA DE RETALHOS

Moradores cobram solução para ruas esburacadas em Canoas

Sem contrato para asfalto e manutenção, Prefeitura promete operação tapa-buracos

Taís Forgearini
Publicado em: 05/05/2025 às 19h:42 Última atualização: 05/05/2025 às 19h:46
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A cada dia que passa, o número de buracos no asfalto das ruas e avenidas de Canoas aumenta. O Município está desde o início do ano sem contrato vigente para a manutenção asfáltica das vias. Diante da piora da pavimentação, moradores de diferentes bairros cobram providências da Prefeitura.

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Motoristas precisam redobrar a atenção ao circular pela Rua Xingú, no bairro Igara



Motoristas precisam redobrar a atenção ao circular pela Rua Xingú, no bairro Igara

Foto: Paulo Pires/GES

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Os relatos convergem entre a insatisfação e o sentimento de abandono. Além da buraqueira, a população reclama da pouca ou inexistente sinalização dos locais com avarias no asfalto. Para contornar a situação, é comum encontrar buracos marcados com objetos colocados pelos próprios cidadãos.

“É uma vergonha. Ninguém aparece para resolver. A cidade está toda retalhada. Só deve estar feliz quem é dono de borracharia e oficina mecânica. O trânsito de Canoas está cada vez mais perigoso porque, além de desviar dos motoristas barbeiros, temos que cuidar para não passar ou cair nos buracos. Na rua da minha casa, o buraco virou uma cratera”, reclama o morador da Rua Xingú, no bairro Igara, Luís Souza.

O motorista de aplicativo William Martins, 32 anos, relata o cotidiano de quem circula pela cidade diariamente.

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“Já tive que remendar os pneus do carro por causa da quantidade de buracos. É um veículo novo, mas a buraqueira maltrata qualquer carro. Por mais cuidado que eu tenha na direção, nem sempre tem como escapar do asfalto irregular. Fico indignado quando passo por buracos sem sinalização. Para quem não conhece a região é um perigo e para os motoqueiros ainda mais”, desabafa Martins.

O comerciante Lázaro Thiz, 42, sofre com a poeira gerada pelo asfalto rompido na Rua Dom Feliciano com a Rua Tamoio, no bairro Niterói.

“Os buracos viraram chão batido. Todo o dia levanta poeira e quando chove, vira uma piscina.”

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Moradora da Rua Antônio Ficagna, no bairro Fátima, Fernanda Lopes, 51, demonstra preocupação com a falta de prazo para conserto no asfalto.

“O asfalto cedeu em alguns trechos. Está nítida a ‘colcha de retalhos’ que virou a rua. Têm recortes por tudo. Não sei como deixaram isso acontecer. Não adianta mais tapa-buraco, precisa de asfalto novo. Foi tanto serviço mal feito que a rua está desnivelada. Um buraco do tamanho de quase uma cratera ficou aberto sem sinalização por dias na minha rua. Recentemente, o buraco foi fechado com terra e brita, mas não foi feito o asfalto de novo. Seguimos esperando que seja feito o serviço completo”, opina a costureira.

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O que diz a administração municipal atual e anterior

No dia 24 de abril, durante a cerimônia dos 100 dias de gestão, o prefeito Airton Souza informou que um contrato para tapa-buracos estaria sendo finalizado. Na ocasião, o administrador disse que o serviço começaria em até 25 dias. Durante a fala, Airton afirmou que a gestão municipal anterior deixou a Prefeitura sem contrato para asfalto e outros serviços básicos de manutenção da cidade.

Por meio de nota, o ex-prefeito Jairo Jorge afirmou que “a atual administração poderia ter dado continuidade ao contrato suspenso, empenhando os recursos e realizando as obras. Além disso, a atual administração poderia, no período de quatro meses, ter realizado novas licitações para recuperação asfáltica”, diz o comunicado.

Na última terça-feira (29), a reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Obras e Reconstrução, para atualizar a situação dos contratos sobre o asfalto, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

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