A Polícia Civil confirmou, na tarde desta sexta-feira (24), a conclusão do inquérito do acidente que resultou na morte de um motorista na madrugada do dia 5 de outubro, em Canoas.
A apuração conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Canoas terminou com o indiciamento do condutor do Toyota Corolla pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio, já que uma das vítimas sobreviveu.

Foto: Reprodução
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Segundo o delegado Rodrigo Caldas, titular da 2ª DP, o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) confirmou a suspeita da Polícia: o motorista de 32 anos estava sob efeito de substâncias ilícitas na hora do acidente.
“Embora ele não estivesse alcoolizado, o exame pericial constatou que o motorista havia usado drogas horas antes de dirigir o carro pela BR-116 e causar os dois acidentes que terminaram na morte de uma vítima”, explica.
O empresário Fausto Levi Santana de Medeiros, 44 anos, motorista do Ford Ka atingido pelo Toyota Corolla, morreu na hora devido ao impacto da batida, conforme constataram os paramédicos ao chegarem no local.
Já a segunda vítima, felizmente, sobreviveu. Trata-se de um motorista de aplicativo de 61 anos, que após passar semanas internado no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), mostrou a recuperação e agora se recupera longe da casa de saúde. O motorista, confirma o delegado, segue preso.
“Trata-se de um caso gravíssimo que culminou em homicídio no trânsito”, avalia. “O motorista teve a prisão preventiva decretada e permanece preso devido à gravidade das acusações.”
O acidente
Era meia-noite e meia de domingo, dia 5 de outubro, quando um Toyota Corolla, que circulava em alta velocidade pelo quilômetro 68 da BR-116, bateu em um Ford Ka.
O impacto foi tamanho que fez com que o Ka fosse arremessado e atingisse outro veículo, um Fiat Argo que trafegava na via e acabou colidindo contra um poste.
O motorista do Corolla tentou fugir do local, instantes após o acidente, mas acabou capturado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo os policiais, o teste do bafômetro não indicou grau de alcoolemia, mas o condutor apresentava “sinais de alteração da capacidade psicomotora”.