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Intoxicação por metanol

"Movimento reduziu bastante": medo afasta clientes e impacta empresários que trabalham em estabelecimentos de Canoas

Embora a redução do movimento cause prejuízos, houve aumento no consumo de chope e cervejas, segundo comerciantes

Publicado em: 15/10/2025 às 10h:48 Última atualização: 15/10/2025 às 11h:24
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Não é fácil entrar em um estabelecimento à noite e encontrar alguém com um copo na mão tomando duas doses de uísque ou uma simples caipirinha com vodca.

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Os casos de intoxicação por metanol, registrados Brasil afora, assustaram a população. O impacto pode ser visto em bares e casas noturnas.

Queda no movimento preocupa empresários que atuam na noite canoense  | abc+



Queda no movimento preocupa empresários que atuam na noite canoense

Foto: REPRODUÇÃO

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Empresária com dez anos de experiência, Tatiani Lusani está à frente do London Pub Canoas, um dos mais populares da cidade.

Ela conta que o impacto é sentido no próprio movimento, que diminuiu bastante nas últimas semanas, desde que os primeiros casos vieram à tona, em São Paulo.

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“Infelizmente, sofremos o impacto”, diz. “Nosso movimento reduziu bastante e a procura por drinques, em especial, caiu no chão”.

A clientela, no entanto, segue bebendo. Preferem agora pedir chope e cervejas bem geladas, em uma antecipação do que ocorre no verão.

Tatiani lembra que não está fácil a vida para quem é do ramo na cidade, já que, além da pandemia, os empresários do ramo precisaram superar a enchente no ano passado.

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“O consumo de chope aumentou bastante, por haver este problema com os destilados. Acho natural as pessoas se sentirem inseguras, mas é um novo golpe que sofremos”, salienta.

A reportagem do DC também ouviu um empresário que é dono de um bar conceituado na cidade. Ele preferiu não ter o estabelecimento ou o nome divulgado, mas deixou clara a preocupação.

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“Nosso movimento caiu a zero”, lamenta. “Estamos bem preocupados, porque na semana passada houve uma diminuição natural, mas, nesta semana, os clientes não estão nem entrando”.

Aumento

Mesmo que não tenha uma casa noturna, Adriano Garcia, 31 anos, possui uma tele-entrega de bebidas. Ele explica que não recebe, mas pedidos para vodca, mas o chope sai muito.

“Estou perdendo com aquelas garrafas mais caras, mas turbinou a venda de chope. Povo migrou para uma bebida que não corre o risco de estar intoxicada”, opina.

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Assustado

No lado dos consumidores, Fernando Lopes admite que não aceita mais caipirinha, durante churrascos com os amigos, nos finais de semana.

Ele comenta que, mesmo sem ouvir sobre um caso de intoxicação no Rio Grande do Sul, as ocorrências em São Paulo são tão graves que assustam muito.

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“Além das pessoas que morreram, eu vi na TV uma mulher que acabou cega. Isso é muito grave. Não tem por que o cara correr esse risco”, afirma o professor de 38 anos.

Fiscalização

O Procon de Canoas, a Vigilância Sanitária, a Fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação e a Guarda Municipal executaram, na manhã desta terça-feira (14), uma operação de fiscalização em mercados e lojas de bebidas da cidade.

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A ação teve como foco principal verificar a procedência e as condições de comercialização de bebidas alcoólicas, além de inspecionar alimentos. Em um estabelecimento, foram apreendidas cerca de 40 garrafas de bebidas por não possuírem comprovação de importação legal.

País soma 213 casos

Segundo boletim do Ministério da Saúde de segunda-feira, o país soma 213 notificações: 32 confirmações e 181 investigações em andamento. Outras 320 ocorrências foram descartadas.

Os casos confirmados estão distribuídos por três estados: São Paulo (28), Paraná (3) e Rio Grande do Sul (1). Entre os casos ainda sob investigação, a maioria também é de São Paulo, que concentra 100 registros.

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