O verão só começa no próximo domingo (21), porém as altas temperaturas, com sol e muito calor, fizeram com que muita gente procurasse sombra e água na Prainha do Paquetá neste final de semana.
Neste domingo (14), é intensa a movimentação no balneário não oficial de Canoas. Isso porque, embora seja “praia” para muitos, o local não é próprio para banho, alerta o Corpo de Bombeiros.

Foto: PAULO PIRES/GES
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Na semana passada, houve o registro do primeiro afogamento que se tem notícia na temporada, quando um adolescente acabou resgatado da água. A preocupação, desde então, aumentou bastante.
Patrícia Amado, 53 anos, relata que tirou da água o neto, de apenas 5 anos, depois que ele se afastou da “área comum” e enroscou o pé em uma área de galhos sem conseguir sair.
“Graças a Deus que eu estava olhando quando ele afundou”, conta. “Ele estava brincando com as crianças aqui na beirinha, quando, assim, do nada, sumiu”, relata. “Só deu tempo de eu sair correndo e grudar ele pelos braços.”
Frequentador do Paquetá há dez anos, Luciano Tarrago, 51 anos, explica que, desde as enchentes no ano passado, aumentou muito a quantidade de lodo e vegetação que foi parar na beira d’água, o que cria armadilhas.
“Tem muito lodo e galhos, o que é um perigo para quem não sabe nadar”, observa o trabalhador. “A gurizada é sem noção e se arrisca onde não dá. O certo mesmo é ficar brincando somente na beirinha.”
Insegurança
Segundo a capitã Júlia Calgaro, do Corpo de Bombeiros, não existe, na Prainha do Paquetá, a segurança proporcionada em balneários, portanto o local é inadequado para banhos.
“O balneário mais próximo de Canoas está localizado em Viamão”, reforça. “Soubemos do afogamento na semana passada e isso preocupa, porque o verão nem começou”, adverte a capitã.

Foto: Paulo Pires/GES
Lazer, sem água
É claro que nem todo mundo que se dirige para a Prainha do Paquetá está interessado em água. Há quem utilize o espaço somente para comer um assado e beber uma cervejinha.
Morador do Humaitá, Paulo Sérgio da Silva, 53 anos, assou um churrasquinho neste domingo contando com a presença de um grupo de amigos.
“Há anos que a gente se reúne no Paquetá”, conta. “Tomamos uma cerveja, comemos uma carinha, damos umas risadas. Tudo na esportiva”, diz.
Já Stanley Sandor, 50 anos, deixa a capital Porto Alegre para vir ao Paquetá aos finais de semana, durante o período mais quente do verão.
“Aqui eu me sinto em casa”, afirma. “Não tem muita frescura. A gente vem e pega um cantinho para se acomodar. Passa o dia sem se incomodar com nada.”