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SAÚDE

Mulher quase perde dedo após ser mal atendida na UPA Caçapava em Canoas

"A senhora tem que agradecer por não ter perdido o dedo", disse um dos médicos de Novo Hamburgo, onde a moradora do Mathias Velho buscou novo atendimento

Publicado em: 27/02/2025 às 15h:27
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Um dedo inchado, vermelho e muita dor. Foi neste estado que Angelita Schweig, 58 anos,  buscou assistência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Caçapava, no bairro Mathias Velho, e foi mal atendida. A moradora da região machucou o dedo no dia 6 de fevereiro. Mas, o problema só começou a ser resolvido quando buscou atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) Rondônia e na UPA Canudos, em Novo Hamburgo, nos dias 10 e 13 de fevereiro. 

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Angelita Schweig, moradora do bairro Mathias Velho, só conseguiu um tratamento adequado para o dedo em Novo Hamburgo



Angelita Schweig, moradora do bairro Mathias Velho, só conseguiu um tratamento adequado para o dedo em Novo Hamburgo

Foto: Divulgação

O acidente com o dedo indicador da mão esquerda aconteceu enquanto ela lavava louça. No meio dos pratos e talheres, um palito de dente acabou entrando no dedo. “Até espremi para sair o que tinha ficado e segui lavando. Mas na sexta-feira e no sábado, eu estava morrendo de dor. A minha filha falou para ir na UPA”, conta. 

O atendimento não foi o que esperava. Segundo Angelita, a médica apenas receitou um remédio e avisou para voltar após sete dias, caso não melhorasse. “Não olhou nem colocou a mão no meu dedo”, relata. No domingo, ela voltou à unidade e foi atendida por outra profissional que aplicou duas injeções para dor. 

Com o dedo maior, mais inchado e amarelado, a moradora de Canoas foi buscar uma solução em Novo Hamburgo, onde tem familiares. Junto do irmão e da cunhada, Angelita foi atendida no UBS do bairro Rondônia e na UPA Canudos, nos dias 10 e 13 de fevereiro. 

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Mau atendimento quase custou o dedo

“A senhora tem que agradecer por não ter perdido o dedo”, disse um dos médicos de Novo Hamburgo para Angelita. De acordo com o profissional, parte do dedo poderia ter sido amputado se a infecção tivesse chegado ao osso, o que não aconteceu.

Durante o atendimento, ela passou raio-x, exame de sangue e vacina anti-tétano, que não havia recebido em Canoas. Inicialmente, nenhum pedaço do palito havia sido detectado no exame. Entretanto, com o inchaço permanente, dor e pus, Angelita retornou a Novo Hamburgo para uma nova consulta. Desta vez, o médico abriu o dedo e retirou um pequeno pedaço do palito.  

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O profissional limpou o dedo e receitou remédios para serem retirados no posto de saúde. Além disso, Angelita foi orientada a fazer curativos duas vezes ao dia no posto, em dia de semana, e na UPA, aos finais de semana. 

A moradora do Mathias Velho segue em tratamento. “Em Novo Hamburgo, eles me trataram muito bem, foram muito queridas e tiveram um cuidado para mexer no meu dedo. Não foi igual em Canoas. O que fizeram para mim pode ter sido feito com outras pessoas. Não desejo isso para ninguém”, declara. 

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O que diz a Prefeitura de Canoas 

A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, confirmou o atendimento da paciente Angelita Schweig na UPA Liberty Dick Conter, também conhecida como UPA Caçapava, no dia 8 de fevereiro. “Ela foi medicada e, tendo em vista não se tratar de um ferimento grave, recebeu alta e foi orientada a retornar em caso de piora no ferimento”, informa. 

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