A Fundação Projeto Pescar começa uma nova caminhada em 2026. A instituição, sem fins lucrativos, inicia em dezembro as ações para marcar os 50 anos do projeto, que visa a formação socioprofissional de jovens em situação de vulnerabilidade social no Brasil. Na manhã desta terça-feira (2), a organização lançou a campanha para celebrar o cinquentenário, em café da manhã que reuniu alunos, voluntários e a imprensa, em sua sede, em Porto Alegre.

Foto: Daniele Balbinot-Especial/GES
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Presente atualmente em 12 estados, 41 cidades e com 74 turmas distribuídas em empresas ou instituições de rede, além do HUB Pescar, a Fundação oferece oportunidades para jovens entre 16 e 19 anos ingressarem no mercado de trabalho por meio de uma formação gratuita que dá ênfase ao desenvolvimento emocional. Na região metropolitana e Vale do Sinos, o Pescar está presente em cidades como Canoas, Nova Santa Rita, Esteio, São Leopoldo e Novo Hamburgo.
O Projeto Pescar já formou 41.239 jovens. Somente em 2025, foram mais de 1,7 mil beneficiados. Para manter a proposta, a fundação conta uma ampla rede de mantenedores, voluntários, educadores e colaboradores.
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“A formação envolve não apenas capacitação profissional, mas também o fortalecimento de valores, o estímulo à autonomia, o impulso da autoestima e o incentivo à cidadania ativa. Essa abordagem completa contribui para que os jovens não só adquiram habilidades para o ambiente de trabalho, mas também se tornem agentes de transformação em suas famílias e comunidades”, destaca Adriana Loiferman, presidente voluntária da Fundação Projeto Pescar.
“Até 2027, queremos dobrar o número de jovens atendidos”, enfatiza Adriana, destacando que neste final de ano há cursos com inscrições abertas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Ceará, Tocantins e Pará.
Para os jovens concorrem por uma vaga basta entrar no site da Fundação e realizar a inscrição e preencher os pré-requisitos, inclusive o financeiro, que demanda renda per capta de no máximo 1/2 salário mínimo. Os cursos são totalmente gratuitos e há apoio com passagens, alimentação e uniforme.
“Transformou minha vida”
Aluno do Pescar em 1992, Dani Ângelo Medina, 51 anos, falou em nome dos mais de 41 mil jovens que já passaram pela fundação ao longo de 50 anos. Ele mora em Sapucaia do Sul e atualmente trabalha na Gerdau, onde entrou por meio do projeto. “O Pescar transformou a minha vida. Me sinto filho do projeto”, disse.
A história por trás da ideia
A mobilização do Pescar começou maio de 1976, quando o empresário Geraldo Linck presenciou um menino assaltando um idoso e, chocado ao ver a agilidade e o vigor do jovem contra a fragilidade da vítima, resolveu fazer algo para mudar aquela situação de violência.
Linck entendeu que não seriam apenas doações que mudariam esta realidade. Então, não bastava dar no peixe, era preciso ensinar a pescar. Por isso decidiu abrir as portas de sua empresa e deu início ao projeto ao oportunizar uma primeira formação profissional a jovens que buscavam mudar a sua realidade.