O sonho de conquistar uma vaga na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) alimenta jovens e cursinhos Estado afora. A busca pela pontuação é encarada por muitos como um desafio. Eis que, em Canoas, um adolescente de 17 anos garantiu a maior nota do último vestibular organizado pela universidade, mas desistiu do curso, por almejar voos literalmente mais altos.

Foto: REPRODUÇÃO/ARQUIVO PESSOAL
Gustavo Machado de Oliveira, 17 anos, diz que a informação de que teria garantido a maior nota da universidade – 755.800 – teria partido do cursinho preparatório em que estudou no último ano.
“Acredito que tenham analisado todos os cursos e comparado com as minhas notas, pois a Ufrgs em si não divulga informação de notas globais”, explica. “O que sei é que a minha nota realmente foi, sim, muito alta.”
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O estudante esclarece que não estudou diretamente para o vestibular da Ufrgs, mas usou como teste. Isso porque estava concentrado em passar na prova do renomado Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). “Eu não estudei diretamente para a UFRGS, pois meu objetivo era ser aprovado no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), concurso para o qual estudei ao longo de 2025 e obtive aprovação.”
Assim, na última semana, o jovem deixou o endereço no bairro Fátima, em Canoas, por novo endereço em São José dos Campos, em São Paulo, onde cursará engenharia aeroespacial a partir deste ano.
“Estudei até o quinto ano no Colégio Luterano Concórdia de Canoas. E a partir do sexto ao terceiro ano, no Colégio Militar de Porto Alegre”, aponta. “Admito que sempre gostei muito de estudar. Aprendi a ler muito antes do primeiro ano escolar, aos 3 anos.”
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Futuro
Embora um jovem que dedica horas e horas aos livros, Gustavo mantém uma rotina saudável entre o ensino e as horas de lazer, segundo ele, essenciais para o bom aprendizado.
“Sou como qualquer outro da minha idade quando não estou estudando”, afirma. “Gosto de jogar videogame e assistir a séries e a filmes. Apenas sou mais reservado e não namoro.”
Tamanho empenho nos estudos, esclarece o jovem, tem objetivo claro: tornar-se um dia um profissional a transcender as fronteiras do Brasil.
“Já passei em diversos concursos militares, como EAM, EEAr, EFOMM, AFA, EsPCEx, EPCAR, ESA, ITA e IME”, recorda. “No futuro, almejo atuar no exterior como engenheiro aeroespacial.”