A Associação de Deficientes Visuais de Canoas (Adevic) está com nova direção. O presidente reeleito Ênio José da Silva conta agora com o vice-presidente Leonardo dos Santos, a primeira-secretária Maíra Teixeira Cordeiro, e a tesoureira Kelly Souza Oliveira. Os mandatos têm duração de três anos.
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Foto: Divulgação
Para o novo vice-presidente, é uma oportunidade de contribuir com a entidade. “Perdi a visão em 2003, em decorrência de um glaucoma, realizei toda a minha reabilitação aqui. Hoje, a maior dificuldade enfrentada pela pessoa com deficiência visual e baixa visão é a locomoção e o acesso a serviços na rede pública, e vamos trabalhar pela acessibilidade”, destaca Leonardo.
Já Maíra ressalta a independências das Pessoas Com Deficiência (PCDs). “É a primeira vez que estou lutando diretamente pelo meu grupo. Trabalho pela autonomia e acessibilidade das pessoas com deficiência. Tenho baixa visão e, há três anos, descobri que sou autista nível 1 de suporte. Quero buscar o empoderamento dessas pessoas.”
Desafios
A nova gestão assume com os desafios do pós-enchente e projetos para o futuro. Um deles é a reconstrução da sede da associação, localizada no bairro Mathias Velho, que ficou submersa por 24 dias.
Com recursos do Fundo Municipal do Idoso, por meio do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (COMDI) e da Coordenadoria da Pessoa Idosa, a Adevic conseguiu começar as obras de revitalização em novembro do ano passado.
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A associação ainda aguarda receber mais recursos, como afirma o presidente Ênio José da Silva. “Esperamos que os recursos cheguem no tempo ideal para finalizarmos a reconstrução sem interromper os atendimentos.”
Além da reconstrução, a Adevic também tem planos para 2025. Entre as metas, está a criação de consultório oftalmológico, visando facilitar o acesso dos canoenses a serviços que atualmente são oferecidos apenas em Porto Alegre.
“Muitas pessoas desconhecem que possuem problemas de visão, o que compromete seu desenvolvimento. Com o atendimento local, poderemos avançar na reabilitação e, consequentemente, na autonomia dessas pessoas. É fundamental que o trabalho de reabilitação comece assim que a perda da visão for diagnosticada, minimizando traumas e oferecendo melhores perspectivas de vida”, reforça Ênio.
Para oferecer o serviço, a associação aguarda o repasse de recursos já aprovados em projetos, para a construção do espaço físico e busca parcerias para equipar o consultório e garantir o atendimento por profissionais qualificados.
“Estamos constantemente em busca de doações e oportunidades, como recursos via PIX, editais e projetos. Além dos atendimentos realizados em parceria com o poder público, mantemos uma cota destinada a pessoas com deficiência visual e baixa visão, deficiências múltiplas, e com Transtorno do Espectro Autista, que não possuem convênios e dependem exclusivamente de nossos serviços”, conclui o presidente.