Em Nova Santa Rita, a Defesa Civil trabalha para acolher a população atingida pelos alagamentos devido aos 276 milímetros de chuvas registrados nos últimos dias. Atualmente, há 34 pessoas acolhidas no abrigo montado pela Administração no bairro Caju.
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Foto: Paulo Pires/GES
O aposentado Valderi Lopes, 69 anos, precisou tirar a mãe, com 92 anos, de casa. “A água já estava na cintura quando saímos”, relata. “Imagina que se a gente esperasse mais um pouco, não conseguiria tirar minha mãe.”
Dorvalina Lopes se emociona ao lembrar que, há exatamente um ano, havia saído às pressas de casa por causa das enchentes. “Foi difícil, mas eu consegui sair de novo.”
Na Vila Esperança, quem mora às margens do Rio dos Sinos vive a apreensão com a elevação do nível das águas. Na quarta-feira (18), famílias que moram na região foram deslocadas para o Centro Humanitário de Acolhimento devido aos alagamentos.
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O município recebe as águas do Rio dos Sinos e do Caí, destaca a Defesa Civil. Ao que tudo indica, o Sinos deve continuar subindo nas próximas horas e o pior cenário é esperado, caso o vento aumente e passe a represar a água. Atualmente, o nível está em 4.46 metros, cujo cota inundação é de 4.50 metros, em São Leopoldo.
Já o Caí, está acima da cota de inundação de 10 metros, em São Sebastião do Caí com 11.1 metros, mas segue em queda no município. As informações são do sistema de monitoramento do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS.
“O problema é que estão marcando mais chuva”, lamenta o pedreiro Francisco Oliveira. “Se o vento mudar o curso e começar a empurrar a água, povo aqui da vila vai ter que arrumar as malas”, completa o trabalhador com 54 anos.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Santa Rita, Tiago Silveira, equipes fazem o monitoramento constante não apenas na Vila Esperança. Há risco também no Porto da Figueira e Morretes. “Estamos com um monitoramento constante destas áreas. Nossa estrutura está pronta para garantir resgates, caso seja necessário”, completa.
Colaborou: Nicole Goulart