Iniciada em abril deste ano, a obra de alargamento do viaduto da Metrovel, no km 265 da BR-116, em Canoas, possui previsão de conclusão para abril de 2026. Até lá, os motoristas que circulam pela região necessitam redobrar a atenção e exercitar a paciência devido às intervenções de estreitamento e bloqueios para a implementação da terceira faixa sobre o viaduto da Avenida Inconfidência. Nesta semana, por exemplo, haverá estreitamento da Avenida Getúlio Vargas, no sentido interior-capital, das 8h30 às 17 horas.

Foto: Paulo Pires/GES
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Orçado em R$ 24 milhões, com recursos liberados pelo governo federal, o projeto está com cerca de 55% dos trabalhos executados, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Os bloqueios parciais e/ou totais seguem semanalmente na quadra da Avenida Getúlio Vargas, na lateral da BR, no sentido capital-interior, entre o movimentado cruzamento com a Avenida Inconfidência. Barulho de máquinas, buzinas, reclamações e xingamentos são o som ambiente da região.
“É uma obra necessária, mas parece que não acaba nunca. Quem passa pelo entorno tem a sensação de que está longe de terminar. Vejo poucos trabalhadores e máquinas operando. Está péssimo para quem precisa trafegar pela região”, pondera o motorista de aplicativo Carlos Fernandes Castro, 45 anos.
Segundo Castro, colegas de profissão deixaram de fazer corridas de aplicativo no trajeto.
“Eu ainda levo passageiros da região, mas conheço vários que deixaram de pegar corridas nesse trecho. É muito transtorno. Dependendo do horário, realmente não compensa. Fica ruim para todos, para quem trabalha e para quem utiliza carro por aplicativo. Os passageiros ficam menos opções.”
Márcio Duarte da Silva, 36, necessita transitar diariamente na região do viaduto. O morador do bairro Marechal Rondon reclama de congestionamento recorrente.
“Realmente precisa ter paciência. No Brasil, as obras são muito demoradas. Todo mundo sabe que é uma obra necessária. O problema é a lentidão e o transtorno. Deveriam acelerar os processos da obra aos fins de semana e feriados. A população é a mais prejudicada. Já perdi compromissos porque fiquei preso no trânsito”, opina.
Avisos com antecedência
Conforme o Dnit, aproximadamente 37 trabalhadores estão envolvidos na obra de alargamento do viaduto. O Consórcio BR-116 Norte é o responsável pela execução das obras (Lote 1) de melhorias operacionais e de segurança da BR-116.
“Haverá ainda bloqueios parciais e totais, os quais serão devidamente avisados com antecedência, assim como está sendo desde o início das obras. Nos finais de semana ocorrem os bloqueios que causam maiores interferências, e não podem ser executados nos dias de semana devido ao tráfego intenso. Quando as obras estiverem finalizadas, o benefício será a ampliação de duas para três faixas de tráfego por sentido, melhorando o fluxo no trecho”, diz em nota a autarquia.
Diálogo com a Prefeitura
De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, o diálogo com o Dnit é recorrente para o alinhamento de informações sobre a evolução da obra e a necessidade de alteração de sinalização.
“Por se tratar de obra que tem sua execução na BR-116, os problemas dentro das vias internas, ficam mais salientes quando de algum bloqueio total da Rodovia, mas com a intervenção da fiscalização de trânsito o impacto fica dentro da normalidade. Quando os trabalhos envolvem estreitamento de pista, os coletivos não fazem desvios, e as viagens têm atrasos pontuais. Quando envolvem bloqueios totais, a Diretoria de Transportes trabalha no sentido de criar rotas alternativas e disponibilizar reforço de veículos reservas, caso alguma viagem tenha seu horário muito impactado”, afirma em nota a pasta.
Outras obras
Segundo o Dnit, outras obras em Canoas devem iniciar em setembro de 2026, são elas: alargamento do viaduto do Boqueirão, Repaf e Trensurb.