A corda retesada do berimbau vibrou; o som do atabaque ressoou; os pandeiros chocalharam; e meninos e meninas gingaram, na manhã deste sábado (25), em Canoas.
O projeto Oficina de Capoeira, coordenado pelo mestre Leandro Miranda, reuniu uma turma animada para receber instruções e melhorar a meia-lua e rabo de arraia.

Foto: PAULO PIRES/GES
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Neste sábado, o encontro no Ponto de Cultura Angola Brasil, no bairro Rio Branco, serviu para valorizar o trabalho do contramestre Pitoco.
Por meio de um projeto com financiamento do Programa de Incentivo à Cultura (PIC) e da Prefeitura de Canoas, Pitoco será protagonista de um documentário.
“O preconceito ainda existe, mas acredito que vivemos um momento de reavaliação e valorização da capoeira”, observa o mestre Leandro.
Ele observa que, devido ao preconceito, a arte da capoeira acabou sendo empurrada para debaixo do tapete por parte da sociedade, que valoriza artes marciais estrangeiras.
“A capoeira é valorizada mundialmente, mas no Brasil temos meninos e meninas que nem sabem que ela existe”, explica. “É contra isso que estamos lutando.”
Mãe da pequena Isabela, Silvana Reis, 34 anos, acompanha a menina de 8 anos nas aulas de capoeira no Ponto de Cultura Angola.
“Ela gostou muito desde a primeira vez que veio”, conta. “Aqui ela se mexe bastante, gasta energia e aprende muito sobre a nossa cultura”, elogia.
História
Conforme o mestre Leandro Miranda, o Projeto Capoeira Canoas chega a sua 4ª temporada visando resgatar e documentar a arte dos capoeiristas em Canoas.
A partir desta primeira oficina no sábado, os encontros ocorrem regularmente duas vezes por semana. O primeiro vídeo, com o mestre Manxa, já está disponível no You Tube do projeto.
A ideia é continuar garantindo oficinas com grandes mestres, que posteriormente serão apresentadas na internet. Pitoco, terá seu registro postado às 21h30 deste sábado.
“Tenho um outro projeto, que é ‘Memórias da Capoeira de Canoas’, que também lida com o resgate histórico”, explica Leandro. “É importante deixar claro que a capoeira não é novidade. Ela sempre esteve viva e presente na cidade.”