A doação de paletes e pregos (tipo 15×18) ajuda a proteger cães da chuva e do frio em Canoas. Voluntários da causa animal transformam os materiais em abrigo para cães comunitários em situação de rua. A iniciativa, criada a partir do Projeto Anjos do Parque, no bairro São José, depende da solidariedade para continuar auxiliando os inúmeros cachorros em vulnerabilidade nos bairros da cidade.

Foto: Divulgação
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Para realizar a doação dos materiais, qualquer pessoa física ou jurídica pode entrar em contato com os voluntários por meio das páginas oficiais no Instagram dos projetos sociais que apoiam a iniciativa, são eles: Anjos do Parque (@anjos.doparque), Instituto Faço Pelos Animais (@facopelosanimais) e Meu Bicho Tá Salvo (@meubichotasalvocanoas). Para quem deseja contribuir com valores para a compra de pregos, pode realizar via chave Pix: pixifpa@gmail.com (colocar na descrição: pregos).
A protetora e voluntária do Anjos do Parque, Juliana Alves dos Santos, 37 anos, relata o aumento de cães em situação de rua no último ano.
“Desde a enchente, a demanda é maior. Hoje, temos 43 pedidos na fila de espera. São animais comunitários e também de famílias de baixa renda, que perderam as casinhas dos cães na inundação. Para construir uma casinha são necessários três paletes. Atualmente, produzimos o tamanho maior porque a maioria dos cachorros é de porte médio e grande”, explica.
Segundo a protetora, o Guajuviras é o bairro com mais cães comunitários à espera de uma casinha. Já o Mathias Velho possui mais casinhas perdidas na enchente por famílias em vulnerabilidade social.
“Temos a lista, mas os pedidos são atendidos conforme a urgência do caso. Infelizmente, são muitos animais. Nas últimas semanas, conseguimos entregar 25 unidades nos bairros Guajuviras, Mathias Velho e Mato Grande. Para a próxima entrega, precisamos, especialmente, da doação de paletes para produzir as casinhas. Não há estoque.”
Para recolher as doações de paletes, os voluntários dependem de transporte emprestado.
“A maioria dos paletes é doada por empresas. Conseguimos fazer o recolhimento entre uma e duas vezes por mês. Todo o nosso trabalho é voluntário e depende da solidariedade das pessoas. Nossa luta é para dar um pouco mais de conforto e dignidade para esses animais”, frisa Juliana.
O carinho e o amor aos animais é traduzido por meio do trabalho incansável de voluntários e doadores da causa animal. A comunidade também é fundamental para amenizar o sofrimento de um cão (ou gato) que não possui um lar.

Foto: Divulgação
Para não serem furtadas, as casinhas destinadas a cães comunitários necessitam ficar acorrentadas. São chamados comunitários os cachorros em situação de rua que vivem em uma comunidade, mas não possuem tutor único definido.
“Alguém da comunidade precisa ficar responsável pela casinha recebida para o cão. Geralmente, é um vizinho que possui disponibilidade para também deixar comida e água para o animal. A casinha fica na calçada ou em algum espaço onde seja possível passar uma corrente. É uma medida preventiva para não ser levada. Quem conhece algum cachorro que precisa, pode entrar em contato pelos mesmos perfis no Instagram para doação”, destaca.
Ajuda para evoluir o projeto
Como meta, Juliana sonha em conseguir viabilizar a pintura e numeração das casinhas. Ela também cita a necessidade de cobertinhas para as casinhas.
“Hoje, o que conseguimos é reunir os materiais doados, produzir e fazer a entrega das casinhas. Não sabemos quantas já produzimos desde 2023. Nosso sonho é poder personalizar também. Temos todo o inverno pela frente, mantinhas seriam ideais para complementar as casinhas.”
Trabalho além das casinhas
O Projeto Anjos do Parque, o Instituto Faço Pelos Animais e Meu Bicho Tá Salvo são iniciativas que auxiliam animais abandonados ou que sofreram maus tratos. Por meio de divulgação para adoção responsável ou abrigo temporário, as ações ajudam diariamente inúmeros cães e gatos.
Interessados em auxiliar os projetos ou adotar animais podem entrar em contato com os perfis no Instagram citados no início da matéria.