Após aprovação em assembleias, os trabalhadores da Petrobras estão em greve a partir desta segunda-feira (15) em todo o Brasil. Em Canoas, a paralisação dos trabalhos começa nesta terça-feira (16) na Refinaria Alberto Pasqualini, a Refap. A greve acontece por tempo indeterminado.
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Foto: Gustavo Etcheverry/Refap
De acordo com o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do RS (Sindipetro-RS) e com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as reivindicações estão divididas em quatro eixos centrais que buscam assegurar direitos e o desenvolvimento da empresa.
São elas: necessidade de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) forte; distribuição justa da riqueza gerada pela Petrobras; fim dos Planos de Equacionamento de Déficit da Petros (PEDs) e o reconhecimento da Pauta Pelo Brasil Soberano.
“Desde o início da negociação, o movimento sindical atuou com o máximo de responsabilidade, buscando construir soluções e avançar em uma negociação que respondesse às necessidades da categoria e ao papel estratégico da Petrobras. A gente estava conduzindo a negociação com o máximo de paciência e boa-fé negocial possível”, afirma a presidente do Sindipetro-RS, Miriam Cabreira, em nota.
Grande maioria aprova movimento
Além da Refap, as bases da Transpetro no RS também integram a greve. A paralisação começa na quarta-feira (17) nos terminais de Canoas (Tenit), Osório (Tedut) e Rio Grande (Terig).
No Estado, as assembleias foram realizadas pela entidade e se encerraram na última quinta-feira (11). A greve foi aprovada por 95,40% dos votos. Em todo o Brasil, 14 sindicatos filiados à FUP também aderiram ao movimento.
“A paralisação nacional foi resultado de um amplo processo de assembleias e expressou a insatisfação da categoria diante de ataques e de ações unilaterais da gestão da empresa”, destaca o Sindipetro-RS em nota.
Sem problema no abastecimento
Segundo a organização não haverá problema no abastecimento de nenhuma cidade. O posicionamento segue o está definido na legislação federal sobre greve.
“Em conformidade com as exigências legais, o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do RS comunicou oficialmente a Petrobras, por meio de ofício, garantindo o cumprimento das necessidades essenciais de abastecimento da população, conforme prevê a Lei de Greve (Lei nº 7.783/89)”, informa.