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DESDE A ENCHENTE HISTÓRICA

Polícia prende integrantes de grupo que praticava agiotagem e ameaçava comerciantes de Canoas; advogada denunciou crime

Operação na manhã desta segunda-feira (30) mirou criminosos que agiam em áreas atingidas pela cheia em maio de 2024

Publicado em: 30/06/2025 às 09h:50 Última atualização: 30/06/2025 às 10h:15
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Foi há um ano, quando as águas que inundaram Canoas durante a enchente de maio começaram a baixar e comerciantes se viram com sérios problemas financeiros, que um grupo de criminosos resolveu se lançar na agiotagem.

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Até a réplica de um fuzil acabou apreendida durante ação contra criminosos, desencadeada em Canoas, nesta segunda-feira (30)



Até a réplica de um fuzil acabou apreendida durante ação contra criminosos, desencadeada em Canoas, nesta segunda-feira (30)

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO

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O esquema envolvia empréstimos que, posteriormente, tinham juros exorbitantes cobrados às dívidas. O esquema foi a pique e acabou fazendo várias vítimas no lado oeste da cidade, segundo a Polícia.

Foi depois de uma advogada denunciar a cobrança abusiva que a Polícia Civil começou uma investigação que culminou na batizada Operação Por um Fio, lançada na manhã desta segunda-feira (30). Seis foram presos.

A ofensiva, organizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, teve mandados de prisão, busca e apreensão cumpridos em Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, Eldorado do Sul e Caxias do Sul.

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Segundo o delegado Gustavo Bermudes, que coordenou a apuração, os agiotas praticavam juros abusivos por meio de ameaças de morte contra comerciantes e também parentes e amigos.

“Os envolvidos nesse tipo de prática causam terror às vítimas e às suas famílias, gerando pânico extremo, especialmente quando as ameaças envolvem riscos à vida”, explica. “É um cenário que exige uma resposta firme e eficiente por parte da Polícia Civil.”

Além dos presos, durante o comprimento dos mandados, os 50 policiais envolvidos apreenderam simulacros de arma de fogo (um fuzil e uma pistola), mais elementos que reforçarão o inquérito policial.

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O delegado Cristiano Reschke, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM), defende que a Polícia Civil não aceitará crimes que violam diretamente a dignidade e a segurança da população.
“Não permitiremos que cidadãos fiquem à mercê de ameaças, violência ou qualquer tipo de constrangimento que os leve a perder a esperança”, avisa.

É preciso denunciar

A Polícia Civil enfatiza a importância da colaboração da sociedade no combate à criminalidade. Para isso, são disponibilizados canais seguros para denúncias anônimas.

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Há o Disque-Denúncia 181; o canal direto da Polícia Civil por meio do telefone (51) 98608-9984; diretamente pelo site pc.rs.gov.br/faca-uma-denuncia; ou mesmo encaminhando um direct para o Instagram @dpregionalcanoas.

“Orientamos que todos que passarem por situações semelhantes busquem imediatamente as autoridades competentes para denunciar”, reforça o delegado Cristiano Reschke.

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