A Prefeitura de Canoas anunciou na noite deste domingo (22) que somente moradores do município serão atendidos na emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças. A medida será adotada por, no mínimo, 72 horas. O motivo é a superlotação.
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Foto: Taís Forgearini/GES-Especial
Em um vídeo publicado nas redes sociais do prefeito Airton Souza (PL), o secretário de Saúde, Marcelo Reis, se manifestou sobre o assunto.
“Comunicamos o Estado sobre a restrição da porta de emergência do hospital dando prioridade aos canoenses. O cidadão de Canoas vai ter seu atendimento garantido, com uma classificação de risco, para desafogamento das UPAs, onde nós temos pacientes internados precisando vir para o ambiente hospitalar, e que esse período se dará por no mínimo 72 horas, até que consigamos normalizar a rede”, disse o secretário.
A instituição é referência para diversos municípios. A reportagem procurou a Secretaria Estadual da Saúde (SES), que respondeu às 10h51. “O Sistema Único de Saúde (SUS) é universal e Canoas recebe recursos para atendimento fora do município, possui capacidade instalada para isto. Não existe amparo legal para restringir atendimento somente aos munícipes.”
O que diz a prefeitura
“A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que notificou a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS) sobre a restrição da porta de Emergência do Hospital Nossa senhora das Graças (HNSG) para pacientes que não são oriundos de Canoas, por período mínimo de 72h.
A restrição se dá em decorrência da superlotação na instituição, o que ocasiona ausência de leitos e de equipamentos para atendimento da demanda absorvida de outros municípios.
Desde a última sexta-feira (20), foram encaminhados 19 pacientes de fora do município, o que agravou a situação de superlotação.
O período de, no mínimo, 72 horas é fundamental para restabelecimento da rede e desafogamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).”