Canoas vive dias marcados por protestos. Somente nesta terça-feira (10), houve três. No principal deles, a quase sempre tumultuada BR-116 acabou parada, em pleno horário de pico, por manifestantes.
Tratava-se de um protesto de servidores ligados à Fundação Municipal de Saúde, que novamente estavam gritando, com apitos e cornetas; faixas e cartazes, contra a extinção da Fundação.

Foto: Gian Nunes/CMC
A manifestação, que começou em frente à Prefeitura de Canoas, acabou avançando até a BR, por volta das 18 horas, quando causou um enorme congestionamento no sentido Canoas – Porto Alegre.
Os manifestantes reivindicam desde a semana passada, contudo, na última sexta-feira (6), o secretário de Relações Institucionais, Rossano Gonçalves, garantiu que não há tratativas para o desmantelamento da Fundação.
Em nota encaminhada pela assessoria de comunicação, na manhã desta quarta-feira (11), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) garantiu que não extinguirá a Fundação, apontando inclusive que estendeu o contrato.
A Secretaria da Saúde confirma que, na última segunda-feira (9), um termo aditivo do contrato da Fundação Municipal da Saúde acabou assinado, estendendo-o até o dia 6 de agosto.
Conforme a Secretaria, a prorrogação foi feita por mais dois meses, porque este é o prazo máximo permitido dentro dos 72 meses autorizados para prorrogação excepcional da Fundação.
Durante o período, a Secretaria trabalha para formular um novo plano operativo e um novo contrato com a Fundação de Saúde, que estará pronto até o final do prazo da prorrogação.
Boataria no Mato Grande
As manifestações em torno da Fundação de Saúde acabaram se transformaram em boatos que levaram a uma manifestação, também na terça-feira, em frente ao Legislativo, pedindo o não fechamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) Mato Grande.
No bairro, moradores que dependem do serviço de saúde da unidade estão preocupados, porque ouviram que, com o fechamento da Fundação, a UBS também acabaria impactada e fecharia as portas.
“Eu dependo de medicação semanalmente e imagino o quanto seria difícil ter que ir procurar em outro bairro”, explicou Renan do Amarante, 45 anos. “Muita gente usa a UBS Mato Grande e o fechamento seria ruim para todo mundo.”