Após muitas reclamações, a Prefeitura de Canoas iniciou uma operação emergencial de tapa-buracos nas ruas da cidade. A inciativa começou ainda nesta quarta-feira (20) em uma via no bairro Guajuviras. O serviço deve abranger todos os bairros com o objetivo de melhorar as condições do asfalto e mobilidade.
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Foto: Bruno Ourique/PMC
A operação é organizada pela Secretaria Municipal de Obras e Reconstrução (SMOR) em parceria com as subprefeituras e secretarias distritais – ambas ajudaram a mapear as ruas mais críticas nos dois lados da cidade. O cronograma de serviço não foi divulgado.
“Buracos com até 50 centímetros de diâmetro serão fechadas com asfalto frio. As equipes atuarão em pontos mapeados pelas subprefeituras, priorizando trechos com maior fluxo de veículos e locais que apresentam situações mais críticas em razão do desgaste do asfalto e dos impactos causados pelas chuvas”, afirma a pasta.
O serviço começou pela Rua Miguel Jefinny, no Guajuviras. Um dos buracos apontados pela reportagem, o da Rua Monte Caseros, no Mathias Velho, também recebeu o asfalto frio ainda na quarta-feira.
De acordo com o secretário Guido Bamberg, a ação é emergencial enquanto o edital segue em andamento. “Na primeira semana de junho devemos ter um novo contrato para tapa-buracos com asfalto quente, para, aí sim, trabalharmos na repavimentação de ruas com problemas maiores”, ressalta.
Licitação aberta
Os buracos nas ruas de Canoas já são problemas apontados pela população e de conhecimento da Administração municipal há um bom tempo. Por isso, um edital foi publicado um ano atrás, buscando solucionar questão.
No entanto, de lá pra cá, nenhuma empresa se firmou na prestação desse serviço. Atualmente, a terceira classificada no pregão está sendo analisada. “O processo de contratação está em fase de habilitação de licitante”, disse a Secretaria de Obras em nota enviada nesta quarta-feira.
Os trabalhos começaram com a FBF Construções ainda em julho de 2025. No entanto, a empresa alegou atraso nos pagamentos, enquanto que a Prefeitura reclamou do descumprimento e atraso nos cronogramas de serviço. Assim, o contrato foi rescindido oficialmente em fevereiro.
A segunda empresa, Era Técnica Engenharia, Construções e Serviços assinou em abril, mas não começou a execução. A contratada pediu reajuste no valor do contrato em razão do preço do petróleo. O argumento não foi aceito pela Prefeitura, baseando-se na tabela da Petrobras.
Como a empresa afirmou não conseguir executar o contrato sem o ajuste no valor, a parceria foi desfeita na semana passada. Por isso, a terceira classificada no pregão, a R. Schaeffer Construções está em processo de análise pela Secretaria de Obras. Não há previsão de assinatura do contrato e início dos serviços.
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