Em meio ao cenário de retrospectiva de um ano da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, a Prefeitura de Canoas lançou, na manhã desta sexta-feira (20), a Pedra Fundamental em homenagem aos voluntários, inclusive aqueles que vieram de todo o Brasil durante as cheias.
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Foto: PAULO PIRES/GES
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A cerimônia organizada na Praça J. C. Nozari, na entrada do bairro Mathias Velho, epicentro da catástrofe em Canoas, também teve a apresentação da maquete do monumento que será instalado no local.
Secretário de Cultura e Turismo, Pinheiro Neto explicou o gesto singelo lembra os homens e mulheres que representam a força e a resiliência da população em um momento de dor e extrema dificuldade.
“A gente não poderia deixar a data passar em branco”, disse. “O monumento permanecerá como um símbolo da superação da população em um momento emocionante na história da cidade, por marcar a dor e sofrimento vividos no ano passado.”
Prefeito de Canoas, Airton Souza, além de agradecer a pessoas de todo o Brasil que vieram a Canoas, fez questão de ressaltar o esforço feito pela própria população de Canoas durante o período da tragédia.
“Eu mesmo subi e caí de telhados na época”, lembra. “As pessoas vieram correndo, socorreram, se envolveram e abriram suas portas e suas casas para as vítimas, então vamos eternizar este esforço dos voluntários.”
Ferro e aço
A maquete do monumento apresentado em Canoas alude a um barco com voluntários e vítimas, além de contar com a imponente figura do cavalo Caramelo, símbolo da tragédia, ao lado.
A obra de arte mostrada é de autoria do escultor e restaurador em ferro e aço gaúcho Ricardo Cardoso e deve ser instalada em um prazo aproximado de dois meses, segundo a Administração.
“Isso é só uma maquete”, reforçou o prefeito Airton Souza. “O verdadeiro monumento será enorme.”
Já o secretário Pinheiro Neto fez questão de deixar claro que a obra não foi construída com recursos do Município. Foi 100% financiada por recursos da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).
“É importante destacar que a obra foi 100% custeada pela iniciativa privada”, disse. “Somente o cavalo Caramelo, terá quatro metros de altura. Então as pessoas vão poder tirar fotos ao lado.”