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EDUCAÇÃO

VÍDEO: Professores municipais entram em greve em Canoas; assembleia é remarcada para quinta-feira

Pela manhã, comando do movimento e representantes da Prefeitura estiveram reunidos

Publicado em: 22/04/2026 às 12h:50 Última atualização: 22/04/2026 às 13h:24
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A manhã desta quarta-feira (22) foi de mais apitaço e cobranças em frente à Prefeitura de Canoas. Os professores e técnicos em educação básica iniciaram a greve para reforçar suas reivindicações. O movimento reuniu centenas de profissionais na Praça da Emancipação, no Centro.

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Professores municipais fazem greve em Canoas | abc+



Professores municipais fazem greve em Canoas

Foto: Nicole Goulart/Especial

Junto com a manifestação, o comando de greve – grupo formado por representantes de escolas e a direção sindical – se reuniu com o prefeito Airton Souza e equipe. O encontro começou perto das 9 horas.

O chefe do Executivo e a secretária muncipal de Educação, Beth Colombo, também estiveram presentes no ato. Ambos ouviram cobranças da categoria.

“Diálogo sempre é importante, é o único caminho para construir soluções. E aqui vocês têm um prefeito que não foge. Nós vamos agora, com o sindicato e o comando de greve, ter uma reunião totalmente pacífica, concentrada e decisiva”, disse o prefeito à categoria reuniada na praça.

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A iniciativa e defesa das demandas é organizada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan). De acordo com a presidente Simone Riet Goulart, a greve é legítima.

“O diálogo tem, mas não tem ação. Tá faltando são as ações. Dizem que vão cumprir e não há esse envolvimento daquilo que foi acordado”, afirma.

Assembleia ficou para quinta-feira

O movimento da categoria vai se estender. A assembleia geral, antes marcada para a tarde desta quarta-feira, ficou para esta quinta-feira (23).

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A partir das 14 horas, os professores e técnicos em educação básica vão deliberar sobre o que foi apresentado na reunião com o Executivo e próximos passos. O local ainda será definido, em função da previsão de chuva.

De acordo com o Sinprocan, cerca de 15 pessoas compõem o comando de greve. O grupo conta com a participação de representantes de escolas e membros da direção do sindicato.

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Reivindicações

A categoria possui demandas que estão em pauta, pelo menos, desde o ano passado. Em novembro, o sindicato já havia decidido pelo estado de greve em função do não atendimento dos pedidos.

“Estamos aqui reunidos em greve para cobrar a nossa reposição salarial que até agora não saiu, era para janeiro. Um quadro completo nas escolas, monitores para inclusão e infraestrutura das escolas”, elenca a presidente do Sinprocan, Simone Riet Goulart.

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Além disso, uma das principais reivindicações é a adequadação do Município dentro da Lei n° 15.326/2026 que coloca os técnicos em educação básicas, conhecidos como Tebs, como parte do magistério. Inclui implica aumento do salário, por exemplo.

Na última quarta-feira (15), a Prefeitura chegou a oferecer a divulgação do calendário do pagamento do piso salarial a partir do dia de 5 maio e divulgação da reposição inflacionária ao longo do ano. No entanto, os professores rejeitaram de forma unânime em assembleia.

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“Fazer a nossa voz ser ouvida”

Centenas de profissionais da educação municipal se reuniram na Praça da Emancipação nesta quarta-feira (22). Com camisetas, cartazes e apitos, a categoria permanece exigindo a sua valorização.

O professor de geografia e ensino religioso na escola municipal Rondônia, Diego Vareira diz que o movimento é fundamental e conta com adesão dos colegas. “É para que gente possa cada vez mais somar forças em prol de uma melhoria na educação. Não só as condições para o nosso trabalho, mas também para a educação como um todo, a formação dos alunos”, ressalta.

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A escola no bairro Estância Velha tem cerca de 500 alunos e possui demandas que precisam ser atendidas. “Faltam monitores para inclusão, segurança também porque não temos portaria desde o começo do ano. As turmas estão super lotadas, algumas com 35 alunos, outras chegam a quase 40 alunos na chamada” relata o professor.

“Adoece a categoria”

Com um cartaz exigindo melhor estrutura nas escolas canoenses, a professora de português da Barão de Mauá Carla Moreira também lamenta a situação atual da instituição.

“Falta professores, falta Teb. Os alunos não têm nem quadra esportiva. Não temos refeitório, não temos biblioteca funcionando, não temos estrutura mínima. Temos duas salas de aula em contêiner e um terreno enorme do lado da escola que pode ser construída, pode ser aumentada.”

A professora conta que isso adoece a categoria e prejudica a formação dos cerca de 300 estudantes no bairro Fátima.

“Os alunos já estão até acostumados com isso, mas a gente tenta falar para eles que eles têm que lutar pelos direitos deles. O ensino para nós hoje é uma das coisas mais importantes, é o que vai tirar eles dessa situação precária de trabalhador, mão de obra escrava que a sociedade tem hoje”, destaca.

Presente desde o início, a professora Carla reitera que a mobilização da categoria é essencial para as demandas tenham atenção.

“É uma forma da gente ser ouvido. Estamos há muito reivindicando. Não é só salário, é condição estrutural das escolas, é condição de trabalho mesmo. E nós estamos há mais de 40 anos aí nessa batalha, 24 anos sem reajuste de salário. E nós não temos condições de continuar e de fazer uma boa educação com isso. Estar em greve é fazer a minha voz ser ouvida.”

O que diz a Prefeitura de Canoas

Por meio de nota, a Prefeitura diz que a atual gestão já vem adotando medidas concretas de valorização dos profissionais da Educação e de fortalecimento da rede municipal.

Entre os avanços estão a contratação de 500 monitores de inclusão, sendo metade deles com início de atuação ainda em abril, a realização de concurso público para reforço do quadro de servidores, a garantia do vale-alimentação, a retomada das eleições para diretores, a correção de descontos de aposentados e a manutenção do auxílio-transporte, mesmo com a implantação do passe livre.

Também fazem parte desse conjunto de ações a implementação do cargo de vice-diretor em escolas que não contavam com esse suporte, além de melhorias na tecnologia e na estrutura das escolas da rede municipal.

“As medidas demonstram que a Prefeitura tem atuado para responder demandas históricas da Educação, com ações práticas e compromisso com quem está no dia a dia das unidades de ensino”, diz o texto.

Veja o vídeo

Professores municipais entram em greve em Canoas
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