A rede de ensino do Estado retoma as aulas na manhã da próxima segunda-feira (10); já a rede do Município volta na quarta-feira (12); a maioria das particulares fica para o dia 17.

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
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E como o brasileiro deixa tudo para a última hora, a proximidade da volta às aulas fez com que muitos pais e responsáveis corressem para lojas que vendem materiais escolares na manhã desta sexta-feira (7).
Assim, o movimento, que já era acentuado ao longo da semana, explodiu, com lojas entupidas, tumulto, longas filas e muita reclamação por conta dos preços dos materiais escolares.
Camila Neves, 39 anos, precisava garantir o material para os dois filhos. Acabou perdendo a paciência com o mais novo que só aceitava os cadernos, se eles tivessem o desenho do Homem-Aranha.
“Está tudo muito caro e tem uma fila enorme, além do calorão na rua”, reclamou. “Então não dá muito tempo para ficar ouvindo manha. Comprei o que deu e ele que trate de desfazer o beiço”, disse a servidora pública.
Atendente de uma loja no Calçadão de Canoas, Cristina Viegas, 44 anos, comentou que a impaciência é geral com as filas. Na opinião dela, ninguém mais quer ficar esperando sua vez de pagar.
“Está tudo muito instantâneo, até por causa do Pix. Então se a pessoa precisa ficar dez minutos na fila, já reclama, quer largar as coisas e ir embora. Isso acaba atrapalhando às vezes, porque tumultua”, explica.
Preços variam
Quem deixou para a última hora, precisa pesquisar, se não quiser pagar o preço mais salgados. Um dos itens mais procurados, o caderno de 200 folhas, com divisões para dez matérias, pode ser visto por preços que variam de R$ 24,90 a R$ 39,90. Já um simples lápis preto pode ser adquirido por R$ 0,20 ou por R$ 4, a depender da ilustração. Quanto mais atrativo, mais caro.
“Não adianta se animar com o 13º no final do ano, porque no início do ano a gente sempre tem que se preocupar com o IPTU, IPVA e material escolar”, dá bronca a vendedora Samara Nogueira. “Tenho três lá em casa e costumo pechinchar comprando uma coisinha em cada loja que é para não gastar muito”, diz a trabalhadora de 44 anos.
Pensando antes
“Há cadernos de determinadas marcas e modelos que já estão esgotados”, esclarece. “Então é sempre melhor deixar para comprar no começo do ano e evitar a correria que sempre acontece na véspera do retorno das crianças”.