
Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
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Na avaliação do secretário, este tipo de ronda mantida em pontos alagadiços é importante não apenas agora, mas antes mesmo, como trabalho de prevenção baseado em informações passadas por serviços meteorológicos.
“Muito antes de encher d’água o Paquetá, viemos e conversamos com a população”, explica. “Aqui, a maioria tem a característica de permanecer no local, já que as casas são mais altas e precisamos respeitar isso.”
Conforme o secretário, a Defesa Civil permanece entrando na água e auxiliando os moradores que ficaram com mantimentos e produtos de higiene, trabalho que ocorre em paralelo ao diálogo mantido com a população ribeirinha.
“Eu mesmo já entrei nas águas várias vezes nos últimos dias”, confirma. “Porque é nosso dever entrar e dialogar, esclarecendo que há abrigos montados, onde as pessoas podem permanecer em segurança.”
Vanderlei aponta que Canoas deve continuar investindo na qualificação do pessoal, equipamentos e, também, em serviços de meteorologia que possam antecipar eventos fora do comum.
“Hoje nós temos uma empresa prestadora de serviço meteorológico, que nos ajuda com as informações”, aponta. “Isso nos dá tempo para podermos antecipar as ações e nos preparar para o pior cenário.”
Na avaliação do experiente secretário, a população de Canoas vive um sentimento pós-traumático após a tragédia vivenciada no ano passado. Isso exige compreensão até nas críticas que são feitas.
“É necessário recuperar a segurança da população no trabalho da Defesa Civil. Quando digo que não haverá enchente como no ano passado, é porque existem dados sólidos que confirmam isso”, defende.