O pequeno Ravi era esperado para o dia 5 de janeiro, mas decidiu ser o primeiro bebê de 2026 em Canoas. O filho da Lisiane Lacerda, 36 anos, e do Daniel Schmitt, 26, nasceu em casa, embaixo do chuveiro, no bairro Estância Velha. O parto foi feito pelo próprio pai.
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Foto: Paulo Pires/GES
No dia 31 de dezembro, véspera de ano-novo, Lisiane já estava com algumas dores e decidiu buscar atendimento médico. “Eu fui para o hospital [Hospital Universitário de Canoas] lá pelas 18 horas da tarde, fiquei um pouco, mas não estava com tanto dor. E eu não queria que o meu filho mais velho passar a virada sozinho”, conta.
Lá pelas 3 horas da madrugada, já no dia 1º de janeiro, as dores aumentarem. “Deu uma apertada, dai eu fui para o hospital. Me falaram que a estava com dois dedos de dilatação. Perguntaram se eu queria ficar, mas decidi vim para casa porque podia demorar”, relata.
Mas não demorou. “A gente saiu de lá era umas 5 horas. Ai o meu esposo falou para eu ficar sentada na cadeira de praia, embaixo do chuveiro, com a água quente, para aliviar. Aliviou até demais”, brinca. “Quando vê, ele veio”, completa.
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Pai e herói
Ravi nasceu um pouco depois das 7 horas da manhã, pesando 2,230 kg e medindo 44 cm. O pai Daniel fez o parto ali mesmo, no banheiro. “Ele salvou o Ravi porque ele estava com o cordão umbilical todo enroladinho no corpo. Eu fiquei desesperada, deu branco até do número do Samu. Mas ele manteve a calma. Graças a Deus deu tudo certo, mas eu tive medo”, relembra Lisiane.

Foto: Paulo Pires/GES
“Tive que ser calmo. Eu sou calmo. Mas acho que foi tranquilo ali na hora, pensando agora”, completa Daniel. O bebê agora não sai do colo do pai.
A gratidão de Lisiane também se estende ao profissionais que lhe atenderem no Samu e no Hospital Universitário de Canoas (HU). “O atendimento no hospital foi muito bom, falo da minha experiência. As enfermeiras e os médicos foram muito atenciosos. Também agradeço ao Samu porque foram muito gentis e educados. Não é fácil trabalhar no primeiro dia do ano, mas foram maravilhosos comigo”, conclui.
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Chora pouco
Com uma roupinha azul, Ravi já estava preparado para a sua segunda reportagem no Diário de Canoas. Mas ele só queria saber de mamar. “Ele chora pouco até. Chora mais quando está com fome mesmo e para tomar banho”, afirma a mãe.
Ravi é o centro das atenções de Lisiane e Daniel, além do irmão mais velho, Andriel, 15 anos. “Ele vem ver o irmão mais novo toda hora agora. Ver se precisa de algum coisa, faz carinho”, comenta Lisiane, derretida pelos filhos.
Agora, é Ravi pra lá, Ravi pra cá. Com o pequeno no colo e dando de mamar na sala, a mãe conta como escolheu esse nome de origem sânscrita que significa “sol”. “Eu olhei vários nomes, vários mesmo. E achei lindo Ravi e ficou.”