Vestido, sapato, maquiagem, decoração, fotógrafo, DJ e uma entrada triunfal. A festa de 15 anos é o sonho de muitas meninas e para as adolescentes Sara Ataídes, Vitória Castro Cardoso e Alana Gabrielli de Jesus Vasconcelos não é diferente. Mas para transformar em realidade, o projeto Luz do Aprender, onde as jovens são atendidas como alunas de inclusão, precisou percorrer um longo caminho.
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Foto: Paulo Pires/ GES
A ideia veio em dezembro e o planejamento começou mesmo em janeiro deste ano, como relembra a professora e idealizadora da iniciativa Tatiana Marques. “Os alunos de inclusão não são muito convidados para ir em festas, até mesmo dentro da própria família. Como foram se habituando e viraram melhores amigos, veio a ideia de fazer a festa de 15 anos já que elas não tiveram.” Das 11 meninas atendidas nesta faixa etária, seis aceitaram participar.
O vestido é especial
Entre elas, estão a Sara e Vitória, ambas de 15 anos, e a Alana, 17. “Vai ser muito legal. É realizar um sonho”, destaca Sara que adorou o glitter do seu vestido nude. A preparação envolve cabelo, maquiagem, unha e prova de roupa – tudo através de doações angariadas pelo projeto e pelas famílias.
Para Vitória, o principal da festa é o vestido., símbolo das debutantes. “Quero muito usar o vestido. Eu gostei que é azul”, frisa a jovem. Já Alana vai usar um amarelo dourado, como ela mesma descreveu. “É emocionante. Ficou lindo, a cor é muito linda. Estou ansiosa pela entrada”, conta. Todas as peças tem o mesmo corte, mudando apenas a coloração. As jovens vão usar tênis branco que também foram doados.
A ajuda de amigos, conhecidos e anônimos desde o início do ano vai realizar o sonho de seis meninas e de suas famílias. A festa para 150 pessoas acontece nesta quarta-feira (18), às 20 horas, no salão da Capela Espírito Santo, localizada no bairro Estância Velha.
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Foto: Paulo Pires/ GES
Iniciativa atua há 18 anos na cidade
O projeto Luz do Aprender, no Estância Velha, existe desde 2007. Atualmente, atende 138 crianças e adolescentes autistas, cadeirantes, com dislexia e com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Para a psicopedagoga Tatiana, a festa é uma oportunidade de incluir, mas a iniciativa que atua na cidade há 18 anos vai além.
“Aqui elas se sentem a vontade para fazer o que gostariam de fazer, por exemplo, escrever no quadro. Tem os cadernos que fazem atividade do jeito delas e aos poucos vão aprendendo a ler e a escrever. Eu penso que temos que preparar eles para o mundo. A matéria em si, da escola, é necessária, mas para a inclusão eles precisam saber pegar um ônibus, trabalhar, dizer o endereço”, declara.
O espaço, que também depende de doação, conta com o apoio de fonoaudiólogas, psicólogas e psicopedagogas. “Aqui é o porto seguro para tudo”, define a Maria Gabriela Fagundes, mãe da Sara. “Eu tenho 50 anos e tive ela com 34. É um envolvimento completamente diferente e eu fui me encontrar com a Tati. Para botar os pés no chão e analisar a situação dela. É uma pessoa que dá muito apoio”, diz emocionada.
Os interessados em contribuir com a causa, podem entrar em contato com a Tatiana através do telefone (51) 996868209.