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CANOAS

Resíduos da enchente continuam entulhados no Parque Industrial Jorge Lanner

Solução para questão esbarra em recursos financeiros, aponta Secretaria Municipal de Meio Ambiente

Publicado em: 14/07/2025 às 14h:57 Última atualização: 14/07/2025 às 14h:58
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Mais de um ano após a enchente, os resíduos que foram recolhidos em toda a cidade Canoas continuam acumulados no Parque Industrial Jorge Lanner, no bairro Niterói. São cerca de 80 mil toneladas de colchão, sofás, pneus, plásticos e qualquer outro tipo de objeto destruído pelas águas em maio do ano passado. Além disso, espaço conta com restos de podas de árvores.

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Atual gestão da Prefeitura de Canoas visitou o Parque Industrial Jorge Lanner em janeiro deste ano | abc+



Atual gestão da Prefeitura de Canoas visitou o Parque Industrial Jorge Lanner em janeiro deste ano

Foto: Nicole Goulart/Especial

Em janeiro deste ano, a nova gestão da Prefeitura de Canoas fez uma visita à usina de reciclagem que trata materiais da construção civil e constatou a presença dos entulhos. Esses resíduos não são processados pela usina e por isso ficaram acumulados. Na época, se constatou um montante que variava de 400 a 500 m³ de resíduos.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Guilherme Haygert, são necessárias duas soluções distintas: uma para os resíduos da enchente e outra para os restos de poda. Porém, as duas questões passam pela disponibilidade dos recursos financeiros na cidade. Isso porque a gestão ainda precisa lidar com as obras de contenção das cheias.

“O que é mais urgente: manter a obra do dique para levantar e evitar uma outra tragédia ou tirar o resíduo neste momento? Os dois casos são urgentes, só que um todo mundo concorda que um é mais do que outro. A energia, o foco maior, está em reconstruir o dique. Não pode acontecer de novo”, avalia.

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Haygert ainda destaca que o tema é frequentemente cobrado pela população. “Qualquer chuva que tem as pessoas já estão perguntando como está o dique. Elas estão num nível de apreensão enorme quanto a isso. O que não quer dizer que o Lanner não seja objeto de atenção, claro que é, só tem a limitação financeira.”

Além de apenas mandar para um aterro, localizado fora da cidade, a secretaria tem estudado outras destinações para as toneladas dos dois tipos de resíduos.

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“Estamos tratando com várias empresas para conhecer soluções para que sejam viáveis para uma iniciativa privativa fazer frente a esse problema. Por exemplo, será que se uma empresa se instala ali, fazer toda a trituração, isso pode ser combustível para uma empresa cimenteira? É uma possibilidade. Para isso, temos que fazer um teste e ver o poder de caloria daquele resíduo”, completa o secretário.

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