Mais de um ano após a enchente, os resíduos que foram recolhidos em toda a cidade Canoas continuam acumulados no Parque Industrial Jorge Lanner, no bairro Niterói. São cerca de 80 mil toneladas de colchão, sofás, pneus, plásticos e qualquer outro tipo de objeto destruído pelas águas em maio do ano passado. Além disso, espaço conta com restos de podas de árvores.
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Foto: Nicole Goulart/Especial
Em janeiro deste ano, a nova gestão da Prefeitura de Canoas fez uma visita à usina de reciclagem que trata materiais da construção civil e constatou a presença dos entulhos. Esses resíduos não são processados pela usina e por isso ficaram acumulados. Na época, se constatou um montante que variava de 400 a 500 m³ de resíduos.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Guilherme Haygert, são necessárias duas soluções distintas: uma para os resíduos da enchente e outra para os restos de poda. Porém, as duas questões passam pela disponibilidade dos recursos financeiros na cidade. Isso porque a gestão ainda precisa lidar com as obras de contenção das cheias.
“O que é mais urgente: manter a obra do dique para levantar e evitar uma outra tragédia ou tirar o resíduo neste momento? Os dois casos são urgentes, só que um todo mundo concorda que um é mais do que outro. A energia, o foco maior, está em reconstruir o dique. Não pode acontecer de novo”, avalia.
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Haygert ainda destaca que o tema é frequentemente cobrado pela população. “Qualquer chuva que tem as pessoas já estão perguntando como está o dique. Elas estão num nível de apreensão enorme quanto a isso. O que não quer dizer que o Lanner não seja objeto de atenção, claro que é, só tem a limitação financeira.”
Além de apenas mandar para um aterro, localizado fora da cidade, a secretaria tem estudado outras destinações para as toneladas dos dois tipos de resíduos.
“Estamos tratando com várias empresas para conhecer soluções para que sejam viáveis para uma iniciativa privativa fazer frente a esse problema. Por exemplo, será que se uma empresa se instala ali, fazer toda a trituração, isso pode ser combustível para uma empresa cimenteira? É uma possibilidade. Para isso, temos que fazer um teste e ver o poder de caloria daquele resíduo”, completa o secretário.