Eram 22h30 da noite na última segunda-feira (7) quando o microempresário Juliano Flores participava de uma partida de futebol e recebeu uma ligação responsável que, nas palavras dele mesmo, removeram o “chão que pisava”. “De repente, me ligam para dizer que bateram no meu trailer. Mal pude acreditar naquilo”, diz ele.
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Foto: ARQUIVO PESSOAL
Juliano deixou São Leopoldo, onde mora, e chegou até Canoas minutos mais tarde. Encontrou o food truck conhecido como Churrasquinho do Juba parcialmente destruído por um veículo Gol branco.
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“Trailer acabou arrastado uns 20 metros com a batida”, aponta. “Na segunda-feira, a gente costuma ter dia de folga. Então que bom, porque se se estivesse no trailer, estava morto. Eu ou as pessoas que trabalham comigo.”
Além do prejuízo com o veículo inutilizado devido à batida, todo o material que estava no trailer – entre alimentos e bebida – acabou perdido. Trabalhador e três funcionários acabaram, do dia para a noite, sem renda.
“Montei um negócio em Canoas há um ano e desde então ele cresceu. Comecei a pagar as contas e tive que contratar pessoal, graças a demanda”, relata. “Não imaginava que teria de recomeçar tudo de novo um dia.”
O trabalhador criou uma vaquinha virtual para tentar garantir o conserto do negócio. Ele estima que serão necessários, no mínimo, R$ 15 mil para recuperar o trailer e retomar os negócios.
“Vivo em São Leopoldo, em uma área atingida pela enchente no ano passado”, relata. “Perdi tudo, então me endividei para recomeçar. Eu não estava pronto para isso e não tenho dinheiro para o conserto”, explica.
Ajuda
Quem estiver disposto a ajudar o trabalhador, pode encaminhar o Pix para (51) 99348-2103. Quem preferir tratar direto com o microempresário, basta chamá-lo pelo WhatsApp (51) 999348-2103.
“Já comecei a receber alguma ajuda por meio da vaquinha, principalmente, de pessoas aqui mesmo de Canoas que estão dispostas a ajudar”, revela. “Canoas me acolheu muito bem e sou grato por isso.”

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
Movimento
Com a chamada “o melhor espetinho de Canoas”, o microempresário Juliano Flores instalou seu negócio na Rua Armando Fajardo, no bairro Igara, entre condomínios e um centrinho comercial criado na área.
O negócio prosperou devido à clientela que, desde a pandemia, prefere pedir lanches em casa que sair à noite para comer. Os dias mais movimentados são sextas-feiras, sábados e domingos.
“Os pedidos começavam à tardinha e seguiam noite adentro”, relata. “Eu não conseguia dar conta sozinho e precisei de ajuda. Contratei pessoal e o negócio andava bem até o acidente.”