A manhã desta sexta-feira (4) marcou o fim do suplício encarado por motoristas de Canoas que, ao longo da semana, precisaram passar no entorno do viaduto da Metrovel com os semáforos desligados.

Foto: Paulo Pires/GES
Conforme um comerciante que trabalha na área, ao que tudo indica, o conserto do cabeamento rompido dos semáforos ocorreu durante a noite desta quinta-feira (3), porque já durante a madrugada, os semáforos já estavam funcionando.
“Era pouco antes das cinco horas da manhã quando passei bem devagar por debaixo do viaduto”, conta Ronaldo Padilha. “Até estranhei porque as sinaleiras já estavam funcionando normal”, aponta o comerciante com 39 anos.
Foi no início da semana que um acidente provocado por trabalhadores ligados ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), responsável pelas obras de ampliação do viaduto, deixou os semáforos apagados.
Desde então, cresceram as reclamações dos condutores que precisavam passar pelo trecho. Paralela à BR-116, a Avenida Getúlio chegou a registrar dois quilômetros de congestionamento, devido ao gargalo criado pela falta de sinalização.
“Fizeram um estrago, causaram um estresse para a população. Uma irresponsabilidade para um órgão tão grande quanto o Dnit”, reclamou o prefeito Airton Souza. “As pessoas se atrasando para a escola, se atrasando para consultas. Tudo por meterem a máquina lá e arrebentarem os cabos”.
Obra que vai longe
Foi no dia 1º de fevereiro que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) começou a obra de alargamento do popular “viaduto da Metrovel”, em Canoas.
O Dnit informou na época que a estimativa é que a obra completa fique pronta em um ano. Isso devido à complexidade do projeto, que prevê o alargamento do viaduto nos dois lados da obra de arte.
A obra no quilômetro 265 da BR-116 estava prevista dentro do Lote 1 de melhorias operacionais e de segurança viária projetadas para a rodovia federal.
Sem posicionamento
A reportagem do DC questionou, ao longo da semana, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes a respeito do assunto. Acabou sendo informada, no entanto, que a demanda estava em análise, permanecendo sem um posicionamento oficial do órgão até a publicação desta matéria.