Com muitas peças de roupas e sapatos, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Canoas realiza um brechó neste sábado (7) no bairro Marechal Rondon. Os itens variam de R$ 5 a R$ 30. A iniciativa, que busca arrecadar recursos para a entidade, segue até as 18 horas no brechó Peça Rara.
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Foto: Nicole Goulart/Especial
A professora Daniela Mara da Silva, 54 anos, não perdeu a oportunidade. Além de ajudar a Apae, ela ainda garantiu duas sacolas cheias de roupas. “Eu fiquei sabendo pelas redes sociais que ia ter. Estava voltando para casa e pensei em dar uma passadinha, mas está rendendo muito”, brinca.
“Estou levando um vestido de prenda para minha neta e umas roupas de inverno, meia estação”, mostra as peças. Daniela conhece o trabalho da Apae e fica feliz em ajudar dessa maneira. “É muito legal essa ideia. O pessoal está sempre pensando em ajudar”, comenta.
O brechó da Apae de Canoas conta com peças doadas pela Peça Rara. São roupas e sapatos que não foram buscados pelos clientes após 90 dias. Com isso, os itens vão direto para a doação.
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Recursos para melhorias
Esta é a segunda edição do brechó realizado pela entidade. A proposta é arrecadar recursos para aperfeiçoar atendimento. Na primeira edição, os valores foram revertidos em dois ares-condicionados. A ideia é seguir com as melhorias, segundo a supervisora administrativa Rosana Machado.

Foto: Nicole Goulart/Especial
“Nós não tínhamos ares-condicionados nas pelas e era muito quente. Mas conseguimos e já estão instalados na nossa sede. Com essas vendas, vamos conseguir mais dois”, destaca.
A venda das roupas não é a única iniciativa para conseguir aumentar o orçamento. “Juntamos tampinhas e óleo de cozinha. Tem a Nota Fiscal Gaúcha e também fazemos o nosso galeto solidário duas vezes ao ano e o Dia das Mães”, afirma a supervisora.
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Mais conforto
Todas essas iniciativas ajudam a trazer mais conforto para esse trabalho realizado há mais de 55 anos na cidade. Mas a grande proposta para 2026 é aumentar a capacidade de atendimento.
A associação atende cerca de 250 crianças e adultos com deficiência intelectual ou múltipla, com uma média de 1,4 atendimentos por mês nas áreas de educação, assistência social e saúde mental. Além disso, conta com uma lista de espera de mais de 200 crianças.
“A gente queria ver de tentar se mudar porque queremos ampliar os atendimentos. Com o espaço que temos acaba tendo um limite. Precisamos dessa ampliação porque a nossa fila de espera é grande”, ressalta a supervisora administrativa Rosana Machado.