“O Ozzy Osbourne vai sair daqui castrado, sem pulgas e com as vacinas em dia. Isso é uma maravilha”, elogiou Danuzio Guimarães dos Santos, que esperava o Border collie sair da mesa de cirurgia.
O microempresário de 54 anos rasgou elogios para o curso de Medicina Veterinária da Ulbra, que abriu as portas para a comunidade, nesta terça-feira (21), com uma série de serviços à disposição.

Foto: PAULO PIRES/GES
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“Imagina que só a chipagem não baixa de R$ 200”, aponta. “Acho que a universidade está de parabéns pela iniciativa. Porque serviço de primeira de graça a gente não encontra todos os dias”, concluiu.
A ação organizada em homenagem ao Dia Mundial dos Animais reuniu, ao longo do dia, 40 cães e gatos. Os serviços à disposição incluíram castração, vacinação antirrábica, microchipagem e distribuição de vermífugos. Tudo sem custos.
Coordenadora do Curso de Medicina Veterinária da Ulbra, Ana Paula Vaz Cassenego explica que toda a iniciativa foi possível por meio de parcerias com marcas e laboratórios que garantiram os materiais necessários à ação.
Somada à colaboração para a comunidade está o benefício para os estudantes, que têm uma oportunidade de contato real com animais e tutores em um ambiente semelhante à vida longe da universidade.
“É claro que os estudantes têm aulas práticas e trabalham com os animais”, explica. “Só que este contato também com o atendimento aos tutores cria um ambiente sadio de colaboração mútua para o aprendizado.”
Cuidado
Com três animais em casa, a pequena Maria Júlia Schio, 9 anos, levou o pequeno Alfredo, um Pinscher que aguardava, enfurecido, o momento em que seria encaminhado para o procedimento.
“Todos lá em casa estão muito bem cuidados”, afirma a menina. “Assim que soubemos da ação, nos cadastramos para participar”, elogiou o pai dela, João Paulo Schio, 43 anos. “É uma ótima iniciativa e espero que repitam.”
Experiência
Estudante do 7º semestre de Veterinária da Ulbra, Bruna Malavolta, 22 anos, salienta que a oportunidade de poder não apenas cuidar dos animais, mas interagir com os tutores de modo a orientá-los, distancia a experiência daquela vivida no dia a dia com a universidade.
“Trabalhamos com os animais, mas esse contato mais próximo com os tutores é algo mais raro, o que torna a experiência hoje algo muito satisfatório para quem está estudando”, reforça. “É uma realidade que a maioria está preparando para trabalhar.”
Equinos
E não apenas os cães e gatos passavam de um lado para o outro da universidade em meio ao mutirão. Também havia cavalos circulando pelo curso, mesmo que longe da programação organizada para a ação.
Acontece que, desde que o popular Caramelo tornou-se centro das atenções na universidade, a procura para tratamento de equinos aumentou, o que tem sido positivo para profissionais e estudantes.
“O Caramelo passa bem, obrigado”, brinca a coordenadora do curso. “Além disso, os profissionais por trás da recuperação do animal são excelentes e vêm se tornando referência para outros animais encaminhados à universidade”, conclui Ana Paula Vaz.