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INCLUSÃO

Sessão de fotos traz pessoas com Síndrome de Down como chefs de cozinha em Canoas

Projeto faz alusão do Dia Mundial da Pessoa com Síndrome de Down, celebrado nesta sexta-feira (21)

Publicado em: 20/03/2025 às 13h:52 Última atualização: 20/03/2025 às 13h:53
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Com aventais, bandanas, e muitos cookies no forno, jovens com síndrome de Down participaram de uma sessão de fotos temática nesta quinta-feira (20), em Canoas. A ação faz parte do Projeto Downs do Bem e acontece na véspera do Dia Mundial da Pessoa com Síndrome de Down, celebrado nesta sexta-feira (21). 

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Bruno Matheus Souza, 19 anos, e Mariana Flores Dorneles, 20, participam da sessão de fotos nesta quinta-feira (20)



Bruno Matheus Souza, 19 anos, e Mariana Flores Dorneles, 20, participam da sessão de fotos nesta quinta-feira (20)

Foto: Paulo Pires/GES

O tema da vez mostra os modelos como chefs de cozinha, uma atividade para demonstrar a autonomia e a criatividade. Um deles é o Samuel Corrêa Machado, 37 anos, que participou pela primeira da sessão de fotos, mas que tem muita experiência na cozinha. “Para mim é fácil porque faço as minhas refeições em casa, sozinho. Faço omelete, tapioca, crepioca. Mas a minha mãe acha que eu uso muito sal e óleo, ai fica controlando. É coisa de mãe, ela é preocupada”, conta. 

Na preparação dos cookies, Samuel decidiu pelas decorações de chocolate. “Coloquei MMs e oreo. Eu adoro oreo”, ressalta. E ele não foi o único a ir por esse caminho. A Luisa Santiago Nicolau, 25 anos, colocou gotas de chocolate, , uma por uma, nos seus cookies. “Eu estou adorando fazer cookies. A minha tia me ensinou a fazer e eu faço em casa. Minha mãe me deixa fazer tudo na cozinha”, afirma.

Luisa Santiago conta que adorou fazer os cookies



Luisa Santiago conta que adorou fazer os cookies

Foto: Paulo Pires/GES

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Mostrar que pessoas com síndrome de Down podem ocupar todos os lugares é o objetivo da fotógrafa Mari Schmitt, idealizadora do Projeto Downs do Bem. “Não é uma coisa engessada, é para eles interagirem e dizer que eles podem fazer isso em casa. O projeto dá ideais de atividades que talvez eles não pensassem em fazer, que não foram apresentados. Ano passado foi o crossfit, esse ano é a cozinha e assim vai”, explica. 

As atividades contaram com a participação voluntária da chef de cozinha Marya Karolina Brito Zeferino e da professora de Educação Física, Juliana Cunha. “Já trabalhei com autistas, cadeirantes, deficientes visuais, mas com pessoas com síndrome de Down é a primeira vez. Eles são muito amorosos”, ressalta a chef.  

“A inclusão desacomoda as pessoas”

A animação dos modelos se estendem às famílias que acompanham de perto e incentivam cada ação. A Maura Reis dos Santos, mãe do Leonardo Santos Trindade, 27 anos, demonstra o seu carinho a todo mundo através de elogios. “Muito bem, Léo. Que lindo, Leonardo. A mãe está orgulhosa”, diz para o filho. 

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A mãe também é professora da sala de recursos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Monteiro Lobato, no bairro Rio Branco. Com curso superior e pós-graduação na área da Educação e Inclusão, Maura já foi professora em Nova Santa Rita, São Leopoldo e Novo Hamburgo, sempre atuando com aqueles que precisam de mais atenção. 

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Chef Karolina ajudando o Leonardo a fazer os biscoitos



Chef Karolina ajudando o Leonardo a fazer os biscoitos

Foto: Paulo Pires/GES

“Foi uma conquista muito grande porque não foi fácil”, relembra emocionada. “Temos que mostrar que eles tem direitos, gostos e dificuldades, como todo mundo tem. Eu quero mostrar isso como uma mãe atípica e professora inclusiva. A inclusão desacomoda as pessoas”, destaca. Na escola, Maura fez um painel sobre o Dia Mundial da Pessoa com Síndrome de Down e produziu um panfleto com informações sobre o que é a condição genética e quais termos corretos usar.  

Uma das mensagens passadas pela professora é a de que as pessoas com síndrome de Down estão sendo cada vez mais incluídas no mercado de trabalho. Um exemplo é o Samuel, técnico em processamento de dados e trabalha há uma década na Universidade LaSalle. “Já passei pela informática, mexi com jogos pedagógicos e robótica. Agora estou na biblioteca”, comenta enquanto espera os biscoitos assarem.

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Mas o sonho é trabalhar na música. “Eu toco violão e guitarra, mas agora o meu foco é a carreira de cantor lírico, na linha do Andrea Bocelli e Luciano Pavarotti. Eu ainda tenho o sonho de ser regente de coral e cantar em banda. Tenho que me preparar para isso”, afirma. 

Dia Mundial da Síndrome de Down

A Síndrome de Down (SD) é uma condição genética causada pela presença de três cromossomos 21, em vez de dois. A condição também é conhecida como trissomia do cromossomo 21. A alteração produz características físicas e intelectuais comuns entre as pessoas com SD. 

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O dia 21 de março, que faz alusão a trissomia, é lembrada pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2012. Desde 2022, o Brasil também utiliza a data para celebrar o Dia Nacional da Síndrome de Down. O objetivo é ressaltar a importância de incluir e valorizar a pessoa com SD, além de conscientizar contra estereótipos e preconceitos. 

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