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Cultura

"Sou cria de Canoas", diz a primeira mulher presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro em 70 anos

Empossada no último dia 27, Roseni Siqueira Kohlmann comandará a entidade no biênio 2026-2027

Publicado em: 30/01/2026 às 14h:06 Última atualização: 30/01/2026 às 14h:10
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Nunca, em seus 70 anos de história, a Câmara Rio-Grandense do Livro teve uma mulher à frente na presidência. Isso até a última terça-feira (27), quando foi empossada Roseni Siqueira Kohlmann.

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Há uma década atuando na diretoria, Roseni chegou ao cargo após dois anos atuando na tesouraria da entidade. Foi um período decisivo que culminou em sua indicação para presidente da Câmara.

Presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Roseni Siqueira é também gerente editorial na Federação Espírita do Rio Grande do Sul (FERGS) | abc+



Presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Roseni Siqueira é também gerente editorial na Federação Espírita do Rio Grande do Sul (FERGS)

Foto: PAULO PIRES/GES

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“É preciso entender que as mulheres sempre fizeram parte ativa na Câmara”, afirma. “Apenas não havia uma presidente, o que mudou agora, o que representa uma honra muito grande para mim.”

Roseni defende o momento positivo para as mulheres no mercado editorial e garante que sua gestão enaltecerá profissionais que sempre trabalharam muito pela cultura gaúcha.

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“Eu não assumo sozinha”, garante. “Comigo estarão editoras, livreiras e escritoras que batalham há anos no mercado gaúcho e que ganharão o protagonismo merecido durante o mandato.”

Canoense

Moradora do bairro Rio Branco, em Canoas, a nova presidente observa que cresceu na cidade, com a influência do pai sobre a leitura e o aprendizado do Brasil e do mundo.

“Meu pai lia muito e isso acabou me influenciando”, conta. “Estudei no Colégio La Salle e, com o tempo, me formei, passei a trabalhar com editoras na capital, mas a base foi construída aqui mesmo. Sou cria de Canoas.”

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Com a responsabilidade de organizar a Feira do Livro de Porto Alegre, Roseni observa que estará atenta e quer apoiar feiras em cidades vizinhas, como a que ocorre em Canoas.

“A Feira do Livro de Porto Alegre deste ano está sendo organizada desde que acabou a Feira do ano passado”, explica. “Mas confesso que vou apoiar e quero ver uma Feira do Livro bem bonita em Canoas neste ano.”

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Mais leitura

Na coordenação da Feira de Porto Alegre, Roseni quer ver crianças e adolescentes com livros em mãos, por meio de campanhas que estimulem a leitura com o apoio de professores em sala de aula.

“Temos que formar novos leitores”, reforça. “São as crianças quem acabam levando pais e responsáveis para a Feira do Livro, por isso é tão importante a criação do hábito e penso que professores e escolas têm papel decisivo nesta formação.”

Hoje atuando em uma editora na capital, a presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro não quer “comprar brigas”, mas, sim, construir parcerias com o poder público que visem somente o reforço de políticas pela leitura.

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“Estou no mercado há 18 anos, então posso dizer que precisamos deixar a mesmice de lado e criar programas de incentivo à leitura sólidos, com políticas bem definidas, privilegiando o contato das crianças com livros e autores. Todos ganham.”

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