abc+

SUPERLOTAÇÃO: Emergência do HNSG, em Canoas, chega a 650% da capacidade

Diretor-geral do hospital garante que, apesar da alta demanda, todos os pacientes são atendidos

Taís Forgearini
Publicado em: 10/07/2026 às 13h:42 Última atualização: 10/07/2026 às 13h:42
Publicidade

A emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), em Canoas, enfrenta superlotação. A taxa de ocupação atingiu 650% da capacidade. Referência para 153 municípios, o hospital tem registrado alta demanda na Sala Vermelha, destinada a casos mais graves, que exigem intervenção médica imediata.

Publicidade

 11/03/26 HNSG - EMERGÊNCIA | abc+



11/03/26 HNSG – EMERGÊNCIA

Foto: Paulo Pires/GES

FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO DIÁRIO DE CANOAS NO WHATSAPP

Segundo o diretor-geral do HNSG, Marcus Vinicius Machado, a procura é massivamente superior à capacidade física da casa de saúde. O impacto visual é imediato. Há pacientes em cadeiras e macas espalhadas pelos corredores.

“Não é falta de material humano [profissionais da saúde] e nem de insumos, o maior problema é a demanda infinitamente maior que a capacidade e o tamanho físico da nossa estrutura. A superlotação existe para não desassistir quem precisa”, explica.

Para garantir o princípio de não deixar nenhum paciente em situação de desassistência, o hospital adota o protocolo de “Vaga Zero”. A medida, acionada em situações críticas (como paradas cardiorrespiratórias, infartos, acidentes graves, Acidente Vascular Cerebral), obriga a receber um paciente em risco iminente de morte, mesmo que não tenha leitos disponíveis.

Publicidade

“É uma demanda impositiva. Utilizamos o protocolo de cores, a pessoa chega com sinalização da cor vermelha, ela precisa de atendimento imediato. Se necessário, usamos a maca da própria ambulância para o atendimento na emergência”, esclarece Machado.

Referência para mais de uma centena de municípios em diferentes especialidades, o HNSG atua no nível de média e alta complexidade. Desde o fechamento do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), após a enchente de maio de 2024, o hospital também absorveu a demanda do HPSC.

“Sabemos que o HPSC ainda está em obras e demanda tempo e tratativas entre a União, o Estado e o Município. Hoje, temos 273 leitos [de internação] no Graças. Todos estão ocupados. As pessoas ficam assustadas quando há pessoas nos corredores, no hall de entrada, mas quero dizer que não há falta de assistência. Atendemos a todos”, pontua.

Publicidade

Para desafogar a emergência e reduzir a superlotação na emergência, a orientação da direção do HNSG é que casos leves e moderados busquem primeiro as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município.

Alerta epidemiológico

Embora o principal motivo de superlotação na emergência do hospital não esteja diretamente atrelado às doenças respiratórias neste momento, a Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Canoas emitiu nesta quinta-feira (9) um alerta epidemiológico com recomendações para toda a rede de ensino canoense para que sejam intensificadas medidas de prevenção e controle de doenças respiratórias.

Publicidade

O documento lista ações e procedimentos que devem ser adotados pelas instituições de ensino municipais, estaduais e particulares, seus funcionários e também pelas famílias dos estudantes.

Na terça-feira (27), uma professora da rede municipal morreu após ter sintomas de influenza. Carolina Oliveira, 36 anos, lecionava Português e Literatura na escola municipal Rio Grande do Sul, no bairro Mato Grande. 

Conforme o Painel de Hospitalizações de Síndrome Respiratória Aguda Grave do Estado, Canoas registrou, em 2026, quatro óbitos e 15 hospitalizações por Influenza.

Publicidade

 

Publicidade