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Dia de Finados

Tempo ruim atrapalha limpeza e reparos que antecedem data de celebração nos cemitérios de Canoas

Na manhã desta quarta-feira (29), movimento de vassouras e carrinhos de mão ocorreu sob a chuva

Publicado em: 29/10/2025 às 12h:12 Última atualização: 29/10/2025 às 12h:13
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Faltando pouco para o Dia de Finados, celebrado no próximo domingo (2), é comum a limpeza e preparação dos cemitérios para o consequente aumento de circulação da população.

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A mudança radical do tempo, entretanto, vem atrapalhando os trabalhos e afastando aquela parcela que prefere visitar entes queridos dias antes da celebração oficial de Finados.

Limpeza para o Dia de Finados ocorre sob mau tempo, nesta quarta-feira (29), no Cemitério Santo Antônio, em Canoas | abc+



Limpeza para o Dia de Finados ocorre sob mau tempo, nesta quarta-feira (29), no Cemitério Santo Antônio, em Canoas

Foto: Paulo Pires/GES

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Nesta quarta-feira (29), os conhecidos sons produzidos por vassouras raspando o chão e carrinhos de mão sendo arrastados ocorreram em meio à chuva que despencava insistente sobre os trabalhadores.

Zelador há quase três décadas no Cemitério Santo Antônio, Gilmar Rosa explica que é preciso parar de chover para poder ser concluído o corte da grama e outros reparos necessários.

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“Estamos limpando e ajeitando tudo, mas precisamos que a chuva pare”, observa. “Tem muito trabalho a fazer que depende do tempo seco. Ninguém esperava esse clima nesta época do ano.”

O trabalhador de 33 anos lembra que a microexplosão que atingiu Canoas em 2023 acabou destruindo jazigos e quebrando peças metálicas e cruzes de concreto que ornamentavam túmulos.

O problema é que, à parte o mau tempo, o movimento tem sido cada vez menor no Cemitério Municipal. E muitas sepulturas acabaram abandonadas por parentes e amigos das pessoas sepultadas.

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“Sou do tempo em que não havia espaço para o povo que vinha orar no Dia de Finados, mas a realidade mudou muito”, diz. “Os mais novos parecem que não se importam como era antigamente.”

Espera

Clarice Soares esteve no Cemitério Santo Antônio na manhã desta terça-feira. A vendedora externa de 54 anos, em geral, prefere fugir do tumulto anual do Dia de Finados, prestando homenagens dias antes da data.

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Foi surpreendida, no entanto, pelo mau tempo. Acabou deixando flores e velas, balde e panos no porta-malas do carro, adiando o trabalho para um período seco mais próximo do domingo.

“Trouxe material até para pintar, mas não deu”, disse. “Faço isso anualmente. Tenho pai, mãe e irmão sepultados aqui. Só que nesse tempo, não há como fazer qualquer coisa. Melhor mesmo é esperar melhorar.”

Cuidado

No Cemitério Santo Antônio, não é possível circular por toda a área livremente. Isso porque há um grupo de quero-queros que, caso tenha o espaço invadido, atacam quem se aproxima do ninho.

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O inusitado aconteceu nesta terça-feira, quando a reportagem do DC se aproximou do espaço, mas acabou alertada após a aproximação das aves instaladas no gramado logo na entrada do cemitério.

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