A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Niterói Geraldo Gilberto Ludwig reabriu suas portas para a comunidade nesta quarta-feira (8) no bairro Niterói. O espaço passou reformas nos últimos seis meses para reparar danos da enchente de 2024.
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Foto: Paulo Pires/GES
Quem buscou o acolhimento logo cedo foi o aposentado Gilberto Benelli, 69 anos. “Voltei de viagem recentemente e me deu um mal-estar. Fiquei assustado, vim logo aqui o atendimento foi bem rápido. Fiz teste para covid e dengue, mas deu negativo. Agora vou fazer o da gripe”, comenta.
O retorno dos atendimentos no endereço foi um alívio para a terceirizada Vivian Aguirre que precisou trazer o filho Lorenzo, 8 anos. “Ele tem asma e passou a noite toda queimando de febre. Hoje eu vim aqui com ele e o atendimento foi muito bom”, afirma.
A assistente social Ana Laura Mesquita também buscou assistência para a filha Helena, 2 anos. “Ela pegou aquelas viroses de creche e agora precisou tomar injeção. Mas muito melhor ser atendida aqui, não precisar se deslocar tanto, principalmente para quem tem criança pequena”, observa.
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Fechada para reforma
A UPA Niterói fechou temporariamente para a reforma no dia 30 de setembro de 2025, iniciando as obras no dia 1º de outubro. As manutenções começaram após o encerramento e não renovação do contrato com o IBSaúde – responsável pela gestão.
A unidade foi atingida pela enchente e passou por limpeza e consertos emergenciais na época, reabrindo ainda em maio de 2024. No entanto, reparos mais profundos eram necessários, motivando a obra iniciada no ano passado.
Ainda antes da enchente, o endereço na Rua 1º de Maio ficou fechado entre 2019 e 2022, passando por uma reestruturação entre 2021 e 2022.
Aumento da demanda
Gilberto, Vivian e Ana Laura são moradores do bairro Niterói, mas a comunidade estava sendo direcionada para a UPA Rio Branco durante esse período de reforma. Agora que a unidade também fechou para reparos, a UPA Niterói deve absorver parte dessa demanda.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, a UPA Rio Branco registrou 66,4 mil atendimentos entre dezembro de 2025 e março de 2026. Os dados somam assistência de enfermagem, exames e procedimentos, por exemplo. Somente de consultas clínicas e pediátricas foram 22,8 mil.
Essa demanda deve migrar não apenas para o Niterói, que fica mais próxima, mas também para a UPAs Boqueirão, no Estância Velha, e Liberty Dick Conter, no Mathias Velho – endereços mais distantes. Este último contabilizou 63,9 mil atendimentos no mesmo período.
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Obras na saúde
A UPA Rio Branco teve a ordem de início da reforma assinada na segunda-feira (6). O espaço, que também foi atingido pela enchente, não estava funcionando em sua total capacidade. Agora, com investimento do Ministério da Saúde, a unidade passará por reparos nos próximos 10 meses.
Além da UPA, Canoas conta com outras obras na saúde. As UBSs Rio Branco e Estância Velha estão sendo construídas com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cada uma com cerca de 25% de andamento.
Já a UBS Fernandes, no bairro Nossa Senhora das Graças, está com 95% da manutenção concluída. Os dados constam na plataforma Monitora Canoas. Segundo a secretária municipal de Saúde, Ana Boll, a expectativa é que todas sejam entregues ainda neste ano e que novas obras sejam iniciadas.
“Temos oito unidades de saúde que estão em processo para a licitação”, ressalta. As UBSs são de porte 3 e porte 4 e devem passar por reformas ou substituir as unidades que estão em espaços locados, de acordo com a Prefeitura.
Entre elas, estão as unidades do Central Park, Igara, Mathias Velho e Fátima. As intervenções nos postos deo Loteamento Prata, Vila Cerne, São Luís e Boa Saúde estão com os editais em andamento. A UBS Niterói também terá uma nova unidade.
Mas a maior das obras é a reconstrução do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC). De acordo com o Monitora Canoas, a obra está 8,18% concluída. O serviço começou no final de 2024.
“Ela está andando num ritmo razoável, mas também porque é a mais complexa. É uma obra que depende de muitas coisas, muitos detalhes. Tivemos que instalar a rede hidrossanitária para poder seguir. O tomógrafo, por exemplo, tem novas definições técnicas que temos que atender”, ressalta Ana Boll.
Com a saúde passando por obras, a secretária fala em organização. “Tudo isso prescinde de planejamento. Temos uma equipe que foca nas prioridades e no que está acontecendo no momento. Mas sem esquecer que existe uma rotina. A gente se prepara e fazemos isso com outras secretárias também”, completa.