A partir da próxima segunda-feira (1º), a vacinação contra a gripe estará liberada para toda a população em Canoas. A ampliação do público segue orientação da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul feita nesta sexta-feira (29). A justificativa é o aumento de casos de síndromes respiratórias e da circulação do vírus influenza no Estado.
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Foto: Paulo Pires/GES-Arquivo
Para receber a vacina, basta comparecer a unidade de saúde mais próxima com documento de identificação. A aplicação ocorrerá conforme a disponibilidade de doses em estoque nas unidades, de acordo com os quantitativos recebidos pelo município por parte do governo estadual.
Já em Nova Santa Rita, a ampliação da vacinação para o restante da comunidade será avaliada na segunda-feira. O município informou que possui poucas doses do imunizante e por isso ainda irá analisar as recomendações do governo estadual.
Segundo a Secretaria de Saúde (SES), não haverá reposição adicional por parte do Ministério da Saúde caso os estoques sejam esgotados. “É fundamental que os municípios reservem vacinas para esses grupos prioritários”, destaca a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs),Tani Ranieri.
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Mais de 60 mil doses já aplicadas em Canoas
A campanha nacional de vacinação contra a gripe iniciou em março e encerra neste sábado (30). Em Canoas, 60.848 doses da vacina foram aplicadas nesse período.
Entre março e maio, foram 55.366 aplicações nas unidades de saúde e outras 5.482 doses em ações móveis de vacinação. O balanço da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) foi divulgado nesta sexta-feira.
As iniciativas foram divulgadas pelas redes sociais e aconteceram em diferentes pontos da cidade para atingir quem é mais vulnerável aos casos graves. “Estão sendo realizadas ações de vacinação em eventos comunitários, como o Prefeitura na Tua Casa, ampliando as oportunidades de imunização da população dentro dos grupos prioritários”, comenta a pasta.
“A imunização é a forma mais eficaz de prevenção contra complicações causadas pela influenza, especialmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios”, reforça a Secretaria de Saúde em nota.
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
doses aplicadas: 5.082
população: 21.355
cobertura: 23,80%
Gestantes
doses aplicadas: 1.249
população: 2.576
cobertura: 48,49%
Idosos com mais de 60 anos
doses aplicadas: 31.726
população: 64.972
cobertura: 48,83%
Total grupos prioritários
doses aplicadas: 38.057
população: 88.903
cobertura: 42,81%
Fonte: Estratégia de vacinação contra a Influenza 2026 – Rio Grande do Sul – Canoas. Dados do Painel do Ministério da Saúde (29/05/2026), divulgado pela Secretaria de Saúde do RS. Não contabiliza outros grupos prioritários como imunossuprimidos, trabalhadores do transporte coletivo e agente de saúde, por exemplo.
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Aumento de hospitalizações
A justificação para a aplicação da vacina na população geral é o aumento de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela influenza. O cenário foi analisado em uma nota informativa conjunta da Secretaria Estadual da Saúde e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS).
“Dos casos hospitalizados e dos óbitos não eram vacinados respectivamente 99,7% e 100% dos indivíduos. Esse cenário evidencia o impacto da baixa cobertura vacinal nos grupos mais vulneráveis”, destaca a nota assinada nesta sexta-feira.
Em Canoas, estão registradas 52 hospitalizações por síndrome respiratória, sendo oito óbitos. A cidade possui casos contabilizados em todas as faixas etárias, segundo o Painel de Hospitalizações de SRAG, gerido pelo governo estadual, consultado neste sábado.
Entre os grupos prioritários, as crianças de 0 a 4 anos somam 25 hospitalizações e um óbito; enquanto que pessoas acima de 60 anos somam 17 hospitalizações e seis óbitos. Uma pessoa com idade entre 40 e 59 anos também morreu em função da doença.
“Assim como observado em diversos municípios do Estado, a Secretaria de Saúde identifica aumento na procura por atendimentos relacionados a síndromes respiratórias, especialmente entre crianças, idosos e pacientes com comorbidades, o que também impacta na ocupação dos serviços de urgência, emergência e internações hospitalares neste período sazonal”, informa em nota.
A orientação da SMS é para que a população procure a unidade de referência o quanto antes para garantir a proteção, especialmente idosos, gestantes e crianças, grupos considerados mais vulneráveis às complicações da doença.